Entre os assuntos que dominarão a COP30, em Belém (PA), a descarbonização da economia vai ser um dos mais intensos. Um estudo que será apresentado durante o evento aponta que as economias do G20, do qual o Brasil faz parte, devem liderar o avanço na transição energética, representando mais de 80% das energias renováveis do mundo até 2030. A Philip Morris Brasil (PMB) já colocou em curso sua jornada de descarbonização, mostrando como grandes corporações têm papel fundamental para ajudar a cumprir as metas ambientais mundiais.
A PMB segue o plano global da sua matriz, que visa neutralizaras emissões dos escopos 1 e 2 de carbono ainda este ano. A estratégia inclui redução direta de emissões com tecnologias eficientes, substituição de combustíveis fósseis por biomassa e energia renovável, compensação de emissões inevitáveis com créditos de carbono certificados e certificação de carbono neutro pela SGS, uma das principais empresas de auditoria do mundo.
A certificação da SGS confirma que a fábrica de Santa Cruz do Sul (RS) neutralizou suas emissões de CO, por meio de ações concretas e verificadas, como compra de créditos de carbono, uso de biomassa e de fontes renováveis e redução de consumo de água. É considerado um reconhecimento internacional que posiciona a PMB como referência em sustentabilidade industrial na América Latina.
– O Low Carbon Transition Plan [LCTP] é o plano estratégico da Philip Morris International [PMI] e suas afiliadas para alcançar a neutralidade de carbono em sua cadeia de valor. Ele estabelece metas claras: neutralizar as emissões diretas – escopos 1 € 2 – até 2025 e atingir net zero no escopo 3 até 2040. O LCTP orienta todas as ações de descarbonização da empresa, desde mudanças operacionais até engajamento com fornecedores e investimentos em soluções climáticas – explica Clarissa Prass, vice-presidente de operações da Philip Morris na América Latina.
Para viabilizar o plano financeiramente, a companhia conta com o Portfólio de Investimentos Climáticos (PCTI). Criado em 2021, o PCI padroniza os investimentos em projetos que geram créditos de carbono e lhes dá transparência, priorizando soluções baseadas na natureza enas ações internas da cadeia de valor da PMI e de suas afiliadas. Entre 2022 e 2024, o PCI investiu cerca de US$ 8, 1 milhões em iniciativas como reflorestamento, conservação florestal e compensação de emissões em fábricas e mercados certificados como carbono neutro. Supervisionado por um comitê técnico, o portfólio garante que os projetos atendam a critérios rigorosos de qualidade ambiental e social, conectando diretamente os investimentos ao plano de transição energética definido pelo LCTP.
PARCERIAS COM . INSTITUTOS DE INOVAÇÃO
A PMB mantém parcerias estratégicas para alcançar os resultados pretendidos. Entre elas está uma solução desenvolvida pelo Instituto Senai do Rio Grande do Sul que diminui o consumo de lenha em mais de 50% nas estufas de cura de tabaco. Firmada por meio do Edital Gaúcho de Inovação para a Indústria, a iniciativa visa fomentar uma cultura de inovação e impulsionar o desenvolvimento industrial no estado.
– Para realizarmos projetos de pesquisa e desenvolvimento, são necessários três elementos: mão de obra qualificada, infraestrutura e recursos financeiros. Nossa unidade tem profissionais destacados em suas áreas de atuação e equipamentos adequados para alcançarmos os resultados pretendidos. Somos uma espécie de ponte entre a indústria e as novas demandas que surgem em meio ao processo de transição energética – explica Victor Gomes, gerente executivo de tecnologia e inovação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
A solução consiste na substituição parcial do uso de lenha por energia fotovoltaica nas estufas, contribuindo diretamente para a redução das emissões de gases, pois a cultura do tabaco representa cerca de 17% das emissões globais de CO2 da PMI e suas afiliadas. Além disso, o sistema impacta diretamente na melhoria da qualidade de vida dos agricultores que utilizam o sistema híbrido, com uma diminuição considerável do trabalho realizado no período noturno, além da redução significativa dos custos de produção.
O projeto contou com as etapas de pesquisa e desenvolvimento de sistemas híbridos de cura adaptados às condições das propriedades rurais envolvidas na produção de tabaco; a capacitação técnica de produtores e equipes locais, promovendo a adoção de boas práticas e o uso eficiente das novas tecnologias; e a aplicação da inovação em campo, com testes e validações em ambiente real, visando à escalabilidade e à replicabilidade.
COMPENSAÇÃO DE EMISSÕES
A PMB mantém, desde 2020, parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) para compensação voluntária de emissões. Por meio dela, são implementadas ações de gestão e manejo em 25 hectares de florestas na Reserva Natural das Águas, localizada na Grande Reserva da Mata Atlântica, o maior remanescente contínuo desse bioma.
A metodologia baseia-se no conceito de produção de natureza, que reconhece que ecossistemas Íntegros e funcionais são essenciais para a geração contínua de serviços ecossistêmicos, como regulação climática, conservação da biodiversidade e proteção dos recursos hídricos.
A parceria também prevê capacitação de colaboradores, fiscalização e proteção ambiental, além da recomposição de paisagens naturais. O projeto recebeu a certificação ISO 14064, que relata sua contribuição efetiva para a compensação de emissões de gases de efeito estufa. Comisso, tornou-se pioneiro na aplicação dessa metodologia no bioma.
– Esse modelo de cooperação é especialmente relevante diante dos desafios existentes na região, como a caça e o desmatamento, que ameaçam a integridade das áreas naturais. Investimentos financeiros como esse são fundamentais para viabilizar ações que coíbam essas práticas e promovam a educação ambiental, gerando benefícios tanto para a conservação da biodiversidade quanto para a compensação voluntária das emissões – afirma Clarissa.
“Somos uma espécie de ponte entre a indústria e as novas demandas que surgem em meio ao processo de transição energética” VICTOR GOMES Gerente executivo de tecnologia e inovação do Sistema Fiergs
“O Low Carbon Transition Plan (LCTP) orienta todas as ações de descarbonização da empresa, desde mudanças operacionais até engajamento com fornecedores e operações da Philip Morris na América Latina” CLARISSA PRASS Vice-presidente de operações da Philip Morris na América Latina
Já a parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) assegura a gestão e o manejo em 25 hectares de florestas na Reserva Natural das Águas