
Tribuna da Bahia, Salvador
Abastecer o carro tem sido motivo de preocupação para muitos motoristas. Com o sobe e desce do preço dos combustíveis, está difícil saber qual a opção é mais vantajosa na hora de completar o tanque. Por isso, monitorar os valores da gasolina e do etanol se tornou essencial. Mas, a partir de 1º de julho, conforme decisão recente do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o governo passará a cobrar o ICMS em alíquota única de R$ 1,45.
Ou seja, o preço da gasolina e do etanol em breve voltarão a subir. E não será qualquer reajuste. A alta nos valores do litro de ambos os combustíveis (conforme a tabela abaixo) será bastante razoável e chegará a R$ 0,60 em alguns estados como, por exemplo, Amapá, Goiás e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, o reajuste com ICMS único será de R$ 0,56, ou seja, uma alta de 11,45% no valor do litro da gasolina na bomba, segundo projeção da Fecombustíveis.
Reoneração dos combustíveis encareceu gasolina
Segundo análise da Sem Parar, empresa de pagamento eletrônico via tag, a gasolina comum foi o combustível que mais subiu após a reoneração no fim de fevereiro. O estudo foi realizado entre os dias 1º de janeiro e 30 de março com clientes na cidade de São Paulo, mas aponta também a variação de preços em outras capitais, como o Rio de Janeiro. Nesse sentido, usou como base cerca de 23 milhões de transações de abastecimento.
Assim, após 30 dias da volta dos tributos federais nos combustíveis, o preço médio da gasolina comum subiu R$ 0,36 na capital paulista, e o etanol teve aumento de R$ 0,09. Ou seja, o valor do litro do combustível fóssil, que era de R$ 4,91, saltou para R$ 5,27, um aumento de 7,3% no preço médio na bomba.
Para quem usa gasolina aditivada, por exemplo, o valor saltou de R$ 5,32 para R$ 5,61, um acréscimo de R$ 0,29 na conta, o que corresponde a um aumento de 5,45% no valor do litro. Uma má notícia para os proprietários de veículos antigos, que preferem o combustível com aditivos, por exemplo.
Dessa maneira, entre 1º de janeiro e 28 de fevereiro, o ticket médio do abastecimento com gasolina comum era de R$ 146,07. Mas, com o retorno dos tributos, o valor passou a R$ 155,40, um aumento de 6,4%. Já o tanque de gasolina aditivada saltou de R$ 160,73 para R$ 171,08, também com 6,4% de aumento.
Etanol subiu menos com tributação
O etanol teve menor incidência de tributos, por exemplo. O preço médio do combustível derivado da cana-de-açúcar, em sua versão aditivada, foi de R$ 4,10 para R$ 4,19, um aumento, portanto, de R$ 0,09 por litro. Assim, a alta ficou na casa de 2,2%. Já o etanol comum apresentou queda: o litro baixou de R$ 3,73 para R$ 3,71, com redução de 0,54%.
Dessa forma, o etanol sentiu menos as elevações no valor médio gasto por tanque. Assim, quem abasteceu com álcool aditivado passou a pagar R$ 120,62 em vez de R$ 117,23, um aumento de 2,9%. E quem optou pelo álcool comum arcou com aumento de 2,3%. Ou seja, a conta foi de R$ 107,87 para R$ 110,34 por tanque, em média.