Jornal O Estado de S. Paulo
A Operação Poço de Lobato, deflagrada em 27 de novembro, cumpriu mandados contra 190 alvos ligados ao Grupo Refit e a dezenas de empresas de combustíveis, investigadas por, em tese, integrar organização criminosa, praticar crimes tributários e econômicos e lavar dinheiro. O esquema teria causado prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos. À ação repercutiu positivamente no mercado, dizem analistas.
Larissa Quaresma, da Empiricus, afirma que a operação, assim como a Carbono Oculto, beneficia todo o setor ao reduzir a concorrência desleal. Para ela, a suposta sonegação sistemática permitia preços artificialmente baixos, pressionando margens das empresas regulares. Com a saída de negócios irregulares, o ambiente competitivo deve se tornar mais saudável, favorecendo a recuperação das margens de distribuição.
Na mesma linha, Hugo Queiroz, da L4 Capital, avalia que empresas como UItrapar, Raízen e Vibra tendem a ganhar volume de vendas, já que “a Refit atuava em postos de bandeira branca com práticas de dumping”. Ele destaca ainda que a maior geração de caixa reduz risco financeiro – especialmente relevante para a Raízen – e melhora a discussão de avaliação das ações, o que anima o mercado. A Refit nega irregularidades.
Alívio
2,47% foi a alta da ação PN da Raízen após a operação Poço de Lobato