
Diante do cenário de incerteza internacional com os conflitos envolvendo países produtores de petróleo, o novo presidente do Sindicombustíveis Bahia, Glauco Alves Mendes, não esperou nem terminar a solenidade de posse, ontem (17), para pedir ao secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, que sensibilize o governador Jerônimo e o convença sobre a necessidade de reduzir o ICMS sobre os combustíveis na Bahia.
O apelo foi feito diante de toda a diretoria recém-empossada e dos convidados presentes na sede da entidade, entre os quais, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, que já havia defendido publicamente a medida para reduzir os efeitos da elevação na cotação internacional do barril de petróleo sobre os custos do transporte público, e a presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez.
“O momento financeiro não é bom para ninguém, inclusive, para os estados. Mas converse com o governador, para ver o que ele pode fazer. Que não zere, mas reduza o ICMS, porque, se essa guerra demorar mais 30, 60, 90 (dias), o impacto na economia ninguém nem tem previsão do que vai ser. Então, são 24,5% de ICMS no produto. Uma redução boa não é o suficiente, mas já vai ajudar”, afirmou, dirigindo-se ao secretário estadual Angelo Almeida.
O governo Lula anunciou a isenção de PIS/Cofins incidente sobre o diesel na quinta-feira da semana passada, eliminando os dois impostos federais cobrados sobre o combustível, representando uma redução de R$ 0,32 por litro. Na Bahia, no entanto, Jerônimo Rodrigues não tomou qualquer atitude para acompanhar a ação do presidente, penalizando a população baiana, que vem sofrendo e sentindo no bolso os efeitos de sua falta de ação.