EIXOS
O mercado nacional de combustíveis está reagindo à alta no preço internacional do barril de petróleo causada pela guerra no Oriente Médio com maiores pressões para reajustes nos preços praticados nas refinarias pela Petrobras e o reforço do pleito pelo aumento da mistura de biodiesel para 16%.
Três Frentes Parlamentares do agronegócio divulgaram um manifesto na quarta-feira (4/3) defendendo a elevação da mistura para 16% de biodiesel no diesel (B16).
Já as refinarias privadas e importadores de combustíveis estão operando com prejuízo, pois os preços praticados pela Petrobras para o diesel e a gasolina estão muito abaixo do mercado internacional.
Os refinadores privados acabam seguindo preços similares aos praticados pela Petrobras, já que a companhia é responsável por suprir 60% do mercado.
A Petrobras segue indicando que evita internalizar volatilidades externas para o preço dos combustíveis brasileiros.
Impactos no LRCAP. O fechamento do Estreito de Ormuz, devido ao conflito no Irã, e os desdobramentos no mercado internacional alteram como os supridores de gás natural estão posicionados para o leilão de reserva de capacidade, na visão do sócio-diretor da A&M Infra, Rivaldo Moreira Neto. Assista à íntegra do debate promovido pelo estúdio eixos sobre o tema.
Ainda sobre a guerra. Um navio-tanque russo carregado com gás natural liquefeito (GNL) afundou no Mediterrâneo nesta quarta-feira, após o que Moscou descreveu como um ataque de drones ucranianos lançados da Líbia. (Reuters/Valor Econômico)
Gás boliviano em Pernambuco. A PetroReconcavo iniciou os primeiros testes de importação de gás natural da Bolívia. A companhia importou 100 mil metros cúbicos entre os dias 1º e 2 de março, para suprimento à Copergás.
Interdição na Refit. A 11ª Turma do TRF-1 acolheu parcialmente o pleito da Refit e decidiu que a ANP deverá realizar nova votação sobre o impedimento do diretor Pietro Mendes e da diretora Symone Araújo no caso da interdição da refinaria.
Petróleo de Bacalhau. A PPSA marcou para 15 de abril a segunda etapa do primeiro leilão do petróleo da União no campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos.
Recorde nos EUA. A produção de etanol nos Estados Unidos atingiu recorde de 16,49 bilhões de galões (62,4 bilhões de litros) em 2025, aumento de 1,66% em relação a 2024, de acordo com dados da Administração de Informação de Energia.
Prioridade para mapa do caminho. A Frente Parlamentar Ambientalista e o Observatório do Clima lançaram na quarta (4), na Câmara dos Deputados, a Agenda Legislativa 2026. O documento reúne o apoio de parlamentares e cerca de 160 organizações da sociedade civil.
Salvaguardas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira (4) o decreto 12.866 que regulamenta, pela primeira vez, os procedimentos para a investigação e aplicação de salvaguardas bilaterais.
Alternativa à China. A Comissão Europeia publicou na quarta (4) sua proposta para alavancar a demanda por tecnologias de baixo carbono fabricados no bloco, a chamada Lei do Acelerador Industrial (IAA, em inglês). É uma resposta direta à concorrência chinesa, que já domina mercados como o de paineis fotovoltaicos e carros elétricos. Leia na newsletter diálogos da transição.
Por falar em China… A estratégia chinesa para o hidrogênio verde pode redefinir o padrão global de competitividade do setor, na avaliação da Abihv, que vê no chamado “modelo chinês” um potencial divisor de águas para a nova economia do hidrogênio.
Risco de energia mais cara. O Brasil precisa alinhar planejamento de longo prazo e investimentos no setor de energia para que a oferta renovável consiga acompanhar a demanda crescente que chega com a inteligência artificial e a eletrificação, avalia Mathieu Piccin, diretor da Schneider Electric Advisory Services.