
06/03/2026 – O Sindicombustíveis Bahia manifesta preocupação com os efeitos do atual cenário internacional sobre o mercado de combustíveis no estado. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil.
Na Bahia, o impacto tem sido mais direto devido à política de preços da Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. A empresa já realizou reajustes recentes, dias 04 e 05 de março, que alcançaram o valor de R$ 0,30 a mais para a gasolina e R$ 0,80 sobre o diesel, acompanhando o movimento do mercado internacional.
Em outros estados, onde a Petrobras vende combustíveis diretamente, os preços permanecem praticamente estáveis desde o início do ano. Essa diferença tem provocado distorções no mercado nacional e reduz a competitividade da Bahia.
Um caminhão que percorre o país e tenha autonomia para atravessar a Bahia sem abastecer tende a optar por parar em estados onde o combustível esteja mais barato. Em áreas de divisa, onde cidades ficam separadas por poucos quilômetros, diferenças de preço podem direcionar consumidores para o lado mais econômico, reduzindo as vendas no território baiano.
O cenário também preocupa pelo impacto na arrecadação estadual. Os combustíveis estão entre as principais fontes de receita da Bahia, com destaque para o diesel. Além disso, custos mais altos com combustível acabam sendo repassados ao longo da cadeia produtiva, pressionando preços de transporte, alimentos e outros produtos. A redução nas vendas também pode afetar a sustentabilidade econômica dos postos de combustíveis, com reflexos na manutenção de empregos e risco de perda de postos de trabalho no setor.
Diante desse quadro, o Sindicombustíveis Bahia alerta para os efeitos da atual conjuntura internacional sobre a economia do estado, com risco de perda de competitividade, aumento de custos e pressão sobre os preços ao consumidor final.
Assessoria de Comunicação do Sindicombustíveis Bahia