Sindicombustíveis Bahia alerta para escalada no preço dos combustíveis e destaca que postos não são responsáveis pelos reajustes

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19/03/2026
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19/03/2026 — A recente disparada nos preços dos combustíveis na Bahia é resultado do cenário internacional, pressionado pelo acirramento do conflito no Oriente Médio. O preço do barril de petróleo ultrapassou US$ 115, gerando pressão sobre o valor dos derivados no mercado brasileiro, em especial no estado, cujo abastecimento é feito pela Refinaria de Mataripe, operada pela Acelen, que utiliza para a precificação dos produtos a Paridade de Preço Internacional.

Desde o início do conflito até o momento, a Acelen elevou o preço do diesel em R$ 2,38 e o da gasolina em R$ 1,39 para as distribuidoras de combustíveis.

Diante desse cenário, é fundamental que as autoridades compreendam que fatores geopolíticos dessa magnitude, que afetam diretamente regiões produtoras de petróleo, possuem impacto global. Trata-se de uma situação complexa, que não pode ser solucionada apenas por meio de decretos, medidas provisórias ou intensificação da fiscalização nos postos revendedores.

Os postos, vale destacar, são os agentes com menor influência na formação do preço final ao consumidor. Sua atuação se limita ao repasse dos valores praticados pelas distribuidoras. Não são, portanto, responsáveis pela definição dos aumentos. Quando adquirem o produto por um preço mais elevado, inevitavelmente precisam vendê-lo mais caro.

Para enfrentar o atual cenário de instabilidade internacional, é necessário que todos os agentes econômicos do setor sejam envolvidos na construção de soluções. É fundamental a abertura de diálogo entre autoridades, Petrobras, refinarias privadas — como a Acelen —, importadores de derivados, distribuidoras e postos revendedores. A articulação entre esses atores pode contribuir para a identificação de medidas que amenizem os impactos do conflito sobre a sociedade brasileira.

Outro efeito direto do conflito no Oriente Médio é a restrição na oferta de diesel, realidade enfrentada em todo o país, incluindo a Bahia. Esse cenário decorre tanto da redução da oferta quanto da elevação dos preços internacionais, que dificultam a importação — responsável por cerca de 25% do abastecimento.

Além disso, os aumentos recentes têm provocado um efeito colateral relevante: muitos postos revendedores enfrentam limitações de crédito junto às distribuidoras. Com o encarecimento do produto, os valores de compra ultrapassam os limites previamente contratados, o que impede a aquisição dos volumes habituais de combustível.

Diante desse contexto, torna-se indispensável o engajamento de toda a cadeia de comercialização para reduzir os impactos ao consumidor final.

Assessoria de Comunicação do Sindicombustíveis Bahia

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