Fitch reafirma nota do Brasil, que segue sem grau de investimento

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Fonte: O Globo

A agência de classificação de risco Fitch manteve a nota de crédito do Brasil em “BB-“, com perspectiva estável. Esse “rating” mantém o país em nível considerado especulativo, ou seja, fora do grupo chamado de grau de investimento, que em tese são mais atrativos para investir.
Entre os fatores que impedem uma melhora da nota do Brasil, a agência citou a fragilidade nas finanças públicas, as projeções baixas para o crescimento da economia e o ambiente político. “O rating do Brasil é limitado pela fraqueza estrutural em suas finanças públicas e pleo alto endividamento do governo, fracas projeções de crescimento, ambiente político desafiador e problemas relacionados à corrupção que pesaram na formulação de políticas econômicas e prejudicaram o progresso de reformas.”
Já a diversidade da economia e a capacidade do país de absorver choques externos estão entre os fatores que justificam a manutenção da nota do Brasil. Para voltar a ser grau de investimento, a nota soberana do Brasil teria que avançar três degraus.
A agência reconhece que a economia brasileira está em processo de recuperação, mas que o crescimento esperado de 1,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) está abaixo da média dos países com nota acima do Brasil. – média nos países que estão um degrau acima, BB, é de 3,5%. “A greve dos caminhoneiros, em maio, as condições de financiamento externo mais restritivas e a continuidade das incertezas políticas relacionadas ao ciclo eleitoral estão restringindo a recuperação.”
Para o período de 2019 e 2020, a Fitch espera um crescimento médio ao redor de 2,5% ao ano, mas ressalta que a perspectiva para o Brasil pode piorar caso as condições externas piorem ou o resultado das eleições indique um cenário menos favorável a reformas econômicas, o que poderia piorar o ambiente macroeconômico.

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