Petrobras cresce produção no Brasil, mas recua no exterior

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Fonte: Valor Online

A Petrobras bateu recordes na produção de petróleo no Brasil em 2019, alavancada pelo pré-sal, mas viu sua produção internacional recuar para os seus menores patamares desde o início dos anos 2000. Essa deve ser a tônica do relatório de dados operacionais que a estatal divulgará hoje ao mercado. Com base no boletim da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a petroleira brasileira registrou um aumento da ordem de 4,8% nos volumes de óleo produzidos no país, no ano passado – uma média de 2,063 milhões de barris diários.
ANP e Petrobras possuem metodologias diferentes para contabilizar a produção de petróleo – a estatal, por exemplo, considera os líquidos de gás natural, enquanto a agência inclui o condensado, mas não o óleo de xisto produzido em São Mateus, bno Paraná. De todo modo, os dados do órgão regulador dão um bom indicativo do que se esperar do relatório de produção da petroleira so ano passado.
A produção nacional de gás natural da estatal cresceu ainda mais que o volume de óleo em 2019. Também com base nos dados da ANP, a empresa produziu, em média, 91,78 milhões de metros cúbicos diários (m3 /dia), uma alta de 8,3% frente a 2018.
A expectativa é que a produção de óleo e gás da Petrobras, no Brasil, tenha voltado a crescer, depois de um ano de baixa em 2018. A estatal produziu, no ano passado, 2,641 milhões de barris diários (BOE) de óleo equivalente, o que representa um avanço de 5,6% na comparação anual, segundo a agência reguladora do setor.
Para 2020, a meta da companhia é produzir 2,7 milhões de BOE/dia, em linha com os volumes estimados para 2019. Perdas com o declínio da produção do pós-sal e paradas para manutenção de plataformas devem compensar os ganhos do pré-sal.
No exterior, por outro lado, a produção da Petrobras deve continuar a cair. No último relatório de produção da estatal, ela reportou uma produção de 81 mil BOE/dia de óleo e gás fora do país no acumulado de 2019, até setembro, uma queda de 21% em relação a igual período do ano passado. Os dados parciais de 2019 são os mais baixos da companhia desde 2002.
A expectativa é que, em 2020, esse percentual caia ainda mais, depois que a estatal concluiu, em janeiro, a venda da PetroÁfrica. A produção internacional da companhia vem agora, sobretudo, da Bolívia e dos EUA. O recuo de sua produção no exterior se deve, essencialmente, ao impacto dos desinvestimentos. Em 2019, a empresa teve sua presença global reduzida em função da formação da joint venture com a Murphy Oil, nos EUA. Com a operação, concluída no fim de 2018, a estatal passou uma fatia de 20% na associação que atua no Golfo do México e reduziu os seus volumes na região.

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