
EIXOS
Brent cai 2,32%, a US$ 102,58, com Estados Unidos e Irã alcançando uma versão preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão
O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira (21/5), após operar volátil, diante de novos avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para julho fechou em baixa de 2,32% (US$ 2,44), a US$ 102,58 o barril.
Já o petróleo WTI para o mesmo mês fechou em queda de 1,94% (US$ 1,91), a US$ 96,35 o barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).
O petróleo zerou a alta no pregão após relatos de que Estados Unidos e Irã alcançaram uma versão preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão.
No texto, os dois países concordam com um cessar-fogo e se comprometem a garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico. Em troca, o Irã teria suas sanções suspensas gradualmente.
Mais cedo, o aiatolá Mojtaba Khamenei teria emitido uma diretriz determinando que o urânio enriquecido não deve deixar o Irã, um ponto de divergência nas tratativas com Washington.
Horas depois, porém, uma autoridade iraniana negou os relatos. Já o presidente americano, Donald Trump, disse que os EUA vão receber esse urânio enriquecido.
Nos desdobramentos da guerra, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), Fatih Birol, alertou que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto.
Segundo ele, pesam a combinação do pico sazonal de demanda no verão do Hemisfério Norte, o bloqueio das exportações no Estreito de Ormuz e a queda dos estoques mundiais.
Analistas da Capital Economics alertam que o caminho de volta à normalidade energética está ficando mais longo.
Segundo eles, quanto mais tempo a interrupção nos fluxos de energia através do Estreito de Ormuz continuar, mais complexa será qualquer retomada eventual desses fluxos.
“Os preços do petróleo só tenderiam a cair quando os fundamentos do mercado de petróleo melhorarem de forma significativa”, afirmam.