Acelen e Iata firmam acordo de olho na diversificação de matérias-primas para SAF

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Acordo de cooperação entre Acelen e Iata busca aproximar produtora de SAF de companhias aéreas, além de apresentar potencial da macaúba

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Acelen Renováveis, empresa de energia renovável da Mubadala Capital, e Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, em inglês) anunciaram nesta quarta (10/6) a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) para colaboração no mercado de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês).

De acordo com a head de Carbono e Assuntos Regulatórios da Acelen, Patrícia Grossi, a parceria mira o diálogo para ampliar o leque de alternativas de matérias-primas para o SAF e atender a uma demanda que tende a crescer com o início da fase obrigatória do acordo de descarbonização setorial, o Corsia, em 2027.

A Iata estima que o combustível sustentável poderá contribuir com aproximadamente 65% das reduções de emissões necessárias para que o transporte aéreo alcance emissões líquidas zero até 2050.

Para isso, a produção global precisa saltar dos 2,4 milhões de toneladas previstos para 2026 e alcançar cerca de 500 milhões de toneladas por ano até meados do século, o que exigirá uma ampla oferta de biomassa e óleos residuais.

“Descarbonizar a aviação exigirá inovação, diversificação de matérias-primas e colaboração em toda a cadeia de valor”, diz Grossi.

“A parceria com a Iata fortalece nosso papel nesse ecossistema e amplia o diálogo sobre os critérios de sustentabilidade e a contribuição que novas rotas tecnológicas e matérias-primas, como a macaúba, podem oferecer para a construção de uma indústria da aviação mais sustentável”, completa a executiva.

O acordo estabelece a cooperação em iniciativas voltadas ao avanço do mercado de SAF, além de participação em fóruns técnicos e grupos de trabalho, troca de conhecimento e alinhamento em temas regulatórios relevantes para a descarbonização da aviação.

Também busca aproximar a produtora de biocombustíveis de companhias aéreas que precisarão substituir o querosene fóssil.

Na visão da Acelen, é uma oportunidade para apresentar a macaúba como uma matéria-prima de alto potencial para a produção de SAF.

A empresa planeja investir US$ 3 bilhões em uma biorrefinaria na na Bahia, projetada para produzir anualmente 1 bilhão de litros de SAF e e diesel verde, além do desenvolvimento de uma cadeia agrícola baseada no cultivo da macaúba, priorizando áreas degradadas.

O início de operação está previsto para 2029, usando óleos residuais. O óleo de macaúba deve ser introduzido na produção em uma fase posterior.

No final de maio, o grupo anunciou a decisão final de investimento (FID) no projeto e US$ 1,5 bilhão para dar início à construção da unidade ao lado da Refinaria de Mataripe.

Os contratos de off-take firmados para cerca de 90% da produção futura do biocombustível são voltados principalmente aos mercados dos Estados Unidos e da Europa

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