Shell se comprometeu com aporte de R$ 3,5 bilhões dentro do processo de recuperação extrajudicial da joint venture com a Cosan
Valor Online
A Shell ainda vê a Raízen como um ativo estratégico, segundo Cristiano Pinto da Costa, presidente da Shell Brasil. O executivo reforça a importância da empresa para a multinacional. “A Shell queria [no aumento de capital da Raízen] manter posição e continuar relevante, tanto como acionista quanto para o futuro da empresa”.
A petroleira, disse o executivo, foi a única a fazer aporte na Raízen. “A Shell foi a única acionista que se comprometeu a aportar R$ 3,5 bilhões. O outro acionista [Cosan] vai ser praticamente diluído a zero.” Shell e Cosan dividem o controle do negócio meio a meio e na reestruturação da Raízen serão diluídas no capital da empresa.
Com dívida de R$ 65 bilhões, a Raízen está em recuperação extrajudicial desde junho. O plano teve adesão de 80,15% dos credores financeiros e quirografários abrangidos pela recuperação, segundo a empresa. A proposta estabelece diferentes alternativas para os credores, como a troca de dívidas por novos instrumentos financeiros e a conversão de parte dos créditos em participação acionária.