Opep manifesta preocupação com destruição de capacidade energética em meio a conflitos

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A preocupação com a destruição da infraestrutura energética e com bloqueios em rotas marítimas foi a principal mensagem da reunião do Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento da Opep no domingo (2/8). 

  • “Restaurar a capacidade plena de ativos energéticos que são alvos de ataques é custoso e demorado, afetando, assim, o suprimento em geral”, afirmou o comitê em nota. 
  • “Quaisquer ações que comprometam a segurança do suprimento de energia — seja por meio de ataques à infraestrutura ou da interrupção de rotas marítimas internacionais — aumentam a volatilidade do mercado e enfraquecem os esforços coletivos no âmbito da Declaração de Cooperação para apoiar a estabilidade do mercado”, acrescentou.

O comitê ministerial da Opep é composto por Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Nigéria, Argélia e Venezuela

  • Diversos desses países estão envolvidos direta ou indiretamente em conflitos: a Rússia está em guerra com a Ucrânia desde 2022, enquanto Arábia Saudita, Iraque e Kuwait sofreram investidas este ano devido à guerra entre Estados Unidos e Irã. 
  • No caso da guerra entre Rússia e Ucrânia, refinarias e ativos de produção e exportação de petróleo e derivados têm sido alvos de ofensivas nos últimos meses. 
  • Já no conflito do Oriente Médio, além dos efeitos sobre a infraestrutura produtiva há também as dificuldades de exportação com os bloqueios em importantes estreitos na região.
  • O custo de reconstrução dos ativos será bilionário e pode levar a uma inflação global de serviços e equipamentos no setor, segundo especialistas. Para relembrar:

Mais que dobrou em três semanasA conta da guerra: reconstruir infraestrutura energética no Oriente Médio exigirá US$ 58 bi, calcula Rystad

Em paralelo, membros da Opep também concordaram no domingo (2/8) com um novo aumento de 188 mil barris/dia na produção de petróleo do grupo a partir de setembro. 

  • Neste caso, a elevação da extração envolve os membros do comitê, com exceção da Nigéria e da Venezuela. Inclui, ainda, Omã. 

Com a decisão, a Opep repete o movimento do mês passado, mas que tem capacidade limitada de impacto no mercado, dadas as restrições às exportações que os membros do grupo vêm enfrentando com as dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab el-MandebLeia mais:comece seu diaNova frente de guerra no Oriente Médio ameaça ainda mais exportações de petróleo


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