Petronas mira novos ativos de óleo e gás e amplia negócios em postos e lubrificantes no Brasil

Alemanha lança roteiro para abandonar combustíveis fósseis
24/09/2026
Presidente da frente do biodiesel tenta emplacar venda direta em nova MP do Diesel
24/09/2026
Mostrar tudo

EIXOS

Companhia avalia leilões e parcerias e mercado de gás e GNL, e anuncia US$ 8 milhões a projetos brasileiros de soluções baseadas na natureza

A Petronas avalia novos ativos de óleo e gás e estuda oportunidades para comercializar gás natural e GNL, segundo Suhana Sidik, presidente da companhia no país.

“Estamos continuamente buscando crescer no Brasil, não apenas por meio de leilões, mas também avaliando outras parcerias com empresas. Isso pode ocorrer de diversas formas”, afirmou Sidik, em entrevista à agência eixos.

A executiva disse que a empresa procura ativos que acrescentem volumes de qualidade ao portfólio, mas não confirmou participação em um leilão específico.

O interesse vem acompanhado de uma seleção dos investimentos atuais. 

Em março, a Petrobras exerceu o direito de preferência para adquirir, por US$ 450 milhões, as participações de 50% da Petronas em Tartaruga Verde e no módulo III de Espadarte, na Bacia de Campos

A operação havia sido negociada inicialmente com a Brava Energia. A companhia malaia segue presente no pré-sal, inclusive no consórcio de Sépia, na Bacia de Santos

No mercado de gás, Sidik apontou a experiência internacional da Petronas em GNL como uma vantagem para desenvolver negócios no Brasil.

“Hoje estamos muito otimistas quanto às perspectivas de comercializar projetos de gás”, disse.

CCS e regulação do mercado de carbono

A executiva também associou o futuro de parte desses projetos à captura e ao armazenamento de carbono (CCS). 

Segundo ela, alguns recursos de gás avaliados têm elevada presença de contaminantes, o que pode exigir uma solução tecnológica complementar. 

“Uma solução tecnológica complementar de CCS, associada a uma regulamentação eficaz, ajudaria muito a viabilizar a comercialização do gás”, afirmou.

Parai isso, a companhia vem auxiliando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na construção das regras para a atividade. 

Em decreto publicado recentemente, a agência recebeu atribuições para autorizar, regular e fiscalizar o armazenamento geológico de CO2, mas as normas complementares seguem em elaboração. 

Com apoio da Petronas, a associação CCS Brasil lançou o primeiro de três estudos destinados a reunir experiências internacionais que possam subsidiar as autoridades brasileiras. 

O documento compara a regulação dos Estados Unidos, Noruega, Reino Unido, Austrália, Canadá e Malásia.

O estudo já foi entregue à ANP e a outros órgãos envolvidos no tema. 

“A ideia é que eles entendam os exemplos do mundo para conseguir ajudar a acelerar a regulação do Brasil”, disse a fundadora da CCS Brasil, Isabela Morbach à eixos

Os próximos trabalhos devem tratar do monitoramento dos projetos de CCS, dos incentivos à atividade e de sua possível inserção no mercado de carbono.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *