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A Tarde

ACB Em Foco*

Recentemente, por meio da Fundação Paulo Cavalcanti, em parceria com a Associação Comercial da Bahia (ACB), foi lançado o projeto Via Cidadã. Trata-se de uma iniciativa da sociedade civil organizada e apartidária que nasce com o intuito de conscientizar os cidadãos sobre a importância de participar das transformações sociais, além de pretender atuar como ferramenta que auxilie na gestão dos recursos públicos do Brasil.
Esta semana, em mais um episódio de máximo desrespeito do Congresso Nacional para com o povo brasileiro, vimos confirmada a necessidade de propostas como a Via Cidadã para a nossa sociedade.
Acreditamos que não há cidadão que, em sã consciência, tenha se sentido satisfeito com o novo valor destinado ao Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, popularmente conhecido como Fundo Partidário. Sem consulta pública, assistimos estarrecidos ao aumento de mais de 300% no orçamento público destinado ao financiamento dos partidos políticos do nosso país, que saltou do já exorbitante R$ 1,7 bilhão, para os estratosféricos R$ 5,7 bilhões.
Cremos que, independentemente de classe social, ideologia política, se empregado ou se patrão, todo brasileiro se sentiu desrespeitado com este ato abusivo cometido pelos nossos legisladores. Homens e mulheres eleitos pelo voto popular para garantir os nossos direitos constitucionais, legislando exclusivamente em causa própria.
Para uma melhor compreensão do absurdo, é preciso deixar claro que trata-se do orçamento público da união, do nosso dinheiro, dos impostos que pagamos em tudo que produzimos ou consumimos. Assim como fazemos em nossas empresas, em nosso condomínio ou no nosso orçamento doméstico, as prioridades orçamentárias precisam ser respeitadas. Qualquer pessoa responsável sabe disso.
Se você fosse consultado a respeito desta verba destinada ao Fundo Partidário, aprovaria este valor fora da realidade? Diante de todas as dificuldades que assolam o país e que foram ainda mais agravadas pela pandemia da Covid-19, é honesto que este montante do nosso orçamento público seja usado em gastos com campanhas político-partidárias?
Pensamos que o orçamento da união, resultado de tudo que recolhemos aos cofres públicos, seria melhor aplicado se, principalmente no momento atual, fosse destinado a assistência social aos milhões de brasileiros que passam fome, ao financiamento dos micro, pequenos e médios negócios que levaria a geração de empregos e renda para os 15 milhões de desempregados do país, e até mesmo para o auxílio à imensa massa de trabalhadores informais que estão nas ruas buscando o sustento de suas famílias.
Enquanto ativistas da função social da empresa, este é o caminho que queremos trilhar. O da indignação diante de tudo que fere os nossos direitos constitucionais. O momento é de nos conscientizarmos, criarmos a cultura participativa, nos unirmos em torno das transformações que garantam o desenvolvimento econômico e social do nosso país. Diante da grave crise que atinge o país, o momento é de cortar custos e garantir o pão de nossos filhos. E não de permitir a farra com o dinheiro público.

*Publicada às quartas-feiras, a coluna cobre a atuação da Associação Comercial da Bahia na defesa do empresariado baiano

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