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Premiação ocorrerá entre os dias 23 e 25 de setembro, durante a Latin America Refining Technology Conference (LARTC), no Rio de Janeiro
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A Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, foi novamente indicada ao prêmio de Refinaria do Ano da América Latina, concedido pela World Refining Association. Esta é a quarta vez consecutiva que a empresa figura entre as finalistas do principal reconhecimento do setor de refino e downstream da região.
A premiação ocorrerá entre os dias 23 e 25 de setembro, durante a Latin America Refining Technology Conference (LARTC), no Rio de Janeiro. A indicação reconhece os avanços alcançados pela Acelen desde que assumiu a refinaria, incluindo modernização das unidades, digitalização de processos e melhorias ambientais.
“Conseguimos transformar a planta mais antiga do Brasil em uma operação moderna, com tecnologia de ponta e padrões elevados de eficiência e sustentabilidade”, afirmou Celso Ferreira, vice-presidente de Operações da Acelen e membro do conselho consultivo do LARTC 2025.
Após assumir a gestão da refinaria, a Acelen executou o maior programa de modernização da história da unidade. O plano incluiu a recuperação de sistemas, implementação de soluções digitais e ações voltadas à mitigação ambiental.
Os resultados incluem a redução de 64% nas emissões para o flare e o meio ambiente, 85% de enxofre, 14% de CO₂ e 39% na geração de efluentes. Além disso, a empresa obteve economia de 37% no consumo de água e 19% no uso de energia elétrica.
Com foco na diversificação, a Acelen também ampliou seu portfólio com o lançamento de seis novos produtos, totalizando mais de 30 itens comercializados. A produção da refinaria também bateu recordes, consolidando a atuação da empresa no setor.
A Acelen anunciou, no dia 19 de junho, um reajuste de preços dos combustíveis. O diesel S-10 teve alta de 4,5% e a gasolina subiu 4,2%, refletindo o aumento do preço do petróleo no mercado internacional.
A decisão foi tomada diante da disparada do barril, que acumula valorização de 25% apenas em junho, influenciado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente entre Israel e Irã. No dia do anúncio, o petróleo era cotado a US$ 78,82, com alta de 2,8%.
Antes do reajuste, os combustíveis da Acelen estavam abaixo do valor de paridade de importação (PPI) — o diesel com defasagem de 15% e a gasolina, de 6%. A Petrobras, que ainda domina 80% do setor de refino no país, optou por manter os preços, adotando uma estratégia de espera diante da instabilidade internacional.
Durante o 41º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado em Salvador, a Acelen reforçou seu compromisso com a transição energética. O vice-presidente de Comunicação, ESG e Relações Institucionais, Marcelo Lyra, afirmou que a Bahia terá papel central na produção de biocombustíveis no Brasil.
A empresa lidera um projeto avaliado em US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,4 bilhões) para produzir diesel verde e SAF (combustível sustentável de aviação). O investimento será realizado majoritariamente no estado, com ações já em curso.
O cultivo da Macaúba, matéria-prima para os combustíveis renováveis, já começou em Minas Gerais e no Recôncavo baiano, com a participação de agricultores familiares. Um centro de produção de mudas será inaugurado entre julho e agosto em Montes Claros (MG). Uma das fazendas modelo já iniciou o plantio em Cachoeira (BA), com foco na replicação.
De acordo com Marcelo Lyra, o cenário energético da Bahia reúne vantagens estratégicas. O estado se destaca pela combinação de energia solar, projetos eólicos e investimentos em etanol de milho no oeste baiano. Com a entrada da produção de diesel verde, essa diversidade energética se amplia ainda mais.
O executivo também destacou o papel do governo estadual na atração de investimentos, por meio de políticas como o Protener, que garante segurança jurídica e fundiária aos projetos. Essas condições favorecem a consolidação da Bahia como polo de referência na transição energética nacional.