Valor Econômico
O aumento da alíquota de ICMS sobre o etanol hidratado promovido pelo governo do Estado de São Paulo, que começará a valer a partir da segunda quinzena de janeiro, poderá reduzir a competitividade do biocombustível nas bombas ou diminuir o preço recebido pelas usinas, segundo executivos e analistas. O ICMS para distribuidores e revendedores passará de 12% para 13,3%.
O impacto do aumento da carga tributária sobre os preços recebidos pelas usinas poderá ser compensado caso a Petrobras decida repassar a recente elevação do petróleo e da gasolina no mercado internacional para os preços domésticos da gasolina.
Nas contas da trading Czarnikow, o preço do etanol na usina teria que cair por volta de 3,2% para que o preço do biocombustível não tenha que subir nas bombas — o que, aos preços da última semana segundo indicador Celea/Esalq, representaria uma redução de R$ 0,65 por litro.
Em simulação feita pela trading SCA, a redução seria mais próxima de R$ 25 o metro cúbico (R$ 0,25 o litro).
Essa absorção do impacto da carga tributária pelos produtores manteria a correlação de preços entre o etanol e a gasolina no Estado, que segundo o último levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ficou em 71% na semana passada, já 1 ponto acima da paridade.