EIXOS
Maior país da América do sul em economia, território e população, o Brasil vai às urnas no domingo (4/10) em uma eleição que vai ajudar a definir o rumo da política energética nos próximos anos em um momento crucial para esse setor.
O novo Congresso Nacional e o presidente eleito (ou reeleito) vão guiar o país na busca para evitar um declínio na produção de petróleo e gás natural já a partir do início da próxima década, com a abertura de novas fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.
Passam por esse setor discussões sobre a atração de data centers e de investimentos em minerais críticos, por exemplo.
Os planos de governo de Lula e Flávio Bolsonaro têm mais pontos em comum do que diferenças quando o assunto é energia e mineração, incluindo a defesa da continuidade da exploração de óleo e gás e o pouco avanço no tema da transição energética.
As campanhas eleitorais foram marcadas por poucas discussões sobre o setor, com as principais menções se referindo a uma eventual privatização da Petrobras — ideia rejeitada por quase todos os candidatos à presidência — e o retorno de uma estatal na distribuição de combustíveis, promessa de Lula caso seja reeleito. Abaixo, outros pontos que marcaram o debate:
A soberania nacional sobre recursos naturais marcou as principais diferenças nas campanhas de candidatos e partidos, na primeira eleição no Brasil desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos e reorientou a política externa para buscar um maior alinhamento na região.
O pleito brasileiro ocorre, mais uma vez, em meio a uma crise nos preços dos combustíveis. É a terceira vez seguida: em 2018 foi a greve dos caminhoneiros e em 2022 o país sentia os impactos da guerra na Ucrânia.