Conflitos e veto russo às exportações ameaçam oferta global de diesel

Escassez de diesel se agrava com conflitos com Irã e Ucrânia
10/07/2026
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O fornecimento mundial de diesel caminha para novo momento de escassez. A decisão da Rússia de proibir a exportação agrava tensões derivadas da guerra ao Irã. E traz risco de alta de preços para motoristas e agricultores, além de inflação.

Os estoques já estavam baixos antes que o presidente russo, Vladimir Putin, anunciasse o bloqueio, em reconhecimento tácito do êxito recente da Ucrânia nos ataques com drones a refinarias. A Rússia é o segundo maior exportador de diesel do mundo.

A interrupção foi anunciada pela Rússia anteontem e coincidiu com nova explosão de tensões no Oriente Médio e a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de encerrar o cessar-fogo com o Irã. O transporte de diesel e outros produtos pelo Estreito de Ormuz quase parou por conta da ameaça de novos ataques iranianos.

O duplo golpe no fornecimento de diesel fez os preços no atacado dispararem na Europa. O prêmio com relação ao petróleo chegou à máxima de US$ 60,70 por barril na quarta-feira, enquanto se corria para garantir suprimentos mais escassos.Isso significa que, apesar da queda recente do petróleo, que recuou de picos acima de US$ 100 por barril durante a guerra para cerca de US$ 70 hoje, o diesel ainda é negociado a valor próximo de US$ 135 por barril. E assim os motoristas ainda não viram o repasse da queda de preço do petróleo aos postos de combustível.

“A questão-chave hoje é: quanto tempo isso vai durar?”, disse Alan Gelder, vice-presidente sênior de refino da Wood Mackenzie. “Com a proibição russa de exportação, o resto do mundo não produz diesel suficiente para atender à demanda atual. A situação pode ficar complicada.”

O diesel é vital para a agricultura e a indústria. Isso quer dizer que aumentos de preços podem ter efeito desproporcional na economia mundial ao serem repassados aos preços de bens.

Trump tem celebrado a queda do petróleo, de olho nas eleições de meio de mandato. E, embora a maioria dos motoristas americanos use gasolina e não diesel, ainda sentirão os efeitos dos preços mais altos do combustível para agricultores e caminhoneiros. Para ler esta notícia, clique aqui.

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