Credores da Raízen pedem até 90% da empresa em troca de dívida, dizem fontes

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Proposta envolve conversão de 45% da dívida em participação acionária dos credores, segundo pessoas familiarizadas com as negociações que falaram à Bloomberg News; acordo extrajudicial tem prazo até 6 de junho

 Bloomberg Línea 

Os detentores de títulos e credores bancários da Raízen (RAIZ4) estão pedindo uma participação de até 90% da empresa em troca de 45% de sua dívida em uma reestruturação, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto que falaram à Bloomberg News.

Isso é mais alto do que a participação de 70% que a Raízen propôs para os credores receberem em uma possível troca de dívida por capital, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas, citando negociações privadas.

Enquanto os controladores Shell e Cosan (CSAN3) resistem à pressão dos credores para injetar mais dinheiro na Raízen, bancos como o Itau Unibanco Holding e o Banco Bradesco estão até ameaçando parar de emprestar a outras empresas da Cosan se uma solução mais favorável aos credores não for alcançada, disseram as pessoas.

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Os credores também têm pressionado por uma maior participação na administração da gigante brasileira dos biocombustíveis.

Raízen, uma joint venture da Cosan e da Shell, entrou com um pedido de reestruturação extrajudicial em março, com uma dívida de 65 bilhões de reais (US$ 13 bilhões).

Desde então, a empresa vem negociando com os credores para chegar a um acordo de reestruturação e evitar ter que pedir proteção contra falência.

Cosan, que também é proprietária de empresas ferroviárias, de gás natural e de lubrificantes, encerrou dezembro com uma dívida líquida de 9,7 bilhões de reais. Esse valor foi 46% menor do que no trimestre anterior, uma vez que a empresa recebeu uma injeção de capital de 4,5 bilhões de reais no final de 2025 de investidores, incluindo o BTG Pactual Holding, um veículo de investimento para parceiros do banco.

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