Durigan pede adesão de distribuidoras a subvenções do governo federal ao diesel após resistência das maiores empresas 

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07/04/2026
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O Globo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pediu que as distribuidoras de combustíveis adiram às subvenções anunciadas pelo governo federal nesta segunda-feira (data não informada), com o objetivo de mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o preço do diesel no Brasil.

Segundo Durigan, o governo espera que as empresas não resistam às novas medidas divulgadas. Grandes distribuidoras como Vibra (responsável pela rede de postos BR), Ipiranga e Raízen (dona da marca Shell) optaram, até o momento, por não aderir à primeira subvenção ao óleo diesel, lançada em março.

– Sobre as distribuidoras, considero fundamental a adesão. Já tivemos uma primeira conversa e, por parte delas, há preocupação quanto ao abastecimento e à implementação. Custa-me acreditar que, após um esforço significativo do governo federal, articulado com os estados e com uma subvenção robusta, não haja adesão das distribuidoras – afirmou o ministro durante coletiva nesta segunda-feira.

Para tentar conter a alta das cotações internacionais do petróleo e evitar o aumento do preço do diesel nas bombas e para empresas de transporte, a União ofereceu, em março, o pagamento de R$ 0,32 por litro do combustível para produtores e importadores. Em contrapartida, as empresas não podem vender o produto acima de um preço fixado pelo governo.

Diante da resistência de parte do setor, o governo anunciou novas subvenções nesta segunda-feira: R$ 1,20 por litro para a importação de diesel rodoviário e R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil. Esta última se soma à subvenção de R$ 0,32/litro já vigente. Além disso, haverá isenção de impostos federais sobre o biodiesel.

A expectativa do governo é que a ampliação das subvenções contribua para superar a resistência das grandes empresas distribuidoras.

Por outro lado, aderiram às medidas a Petrobras, a Refinaria de Mataripe (operada pela Acelen, controlada pelo fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos), Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading, segundo informações da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O parque de refino da Petrobras, maior fabricante de diesel do país, e o da Acelen são responsáveis por cerca de 70% da demanda nacional do combustível. Os 30% restantes são importados. As três grandes distribuidoras que não aderiram compram diesel das refinarias da Petrobras e da Acelen, mas também respondem por aproximadamente metade da importação brasileira do produto.

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