Por G1 Feira de Santana e região
Operação Anátema foi deflagrada nesta quarta-feira (24), na Bahia, de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Vereador é apontado como administrador de um posto de combustível envolvido no esquema.
Um vereador foi preso nesta quarta-feira (24), em Santo Estevão, no interior da Bahia, durante uma operação que investiga uma organização criminosa envolvida em crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O político, identificado como Ailton Leal (PT), é apontado como administrador de um posto de combustíveis usado para lavar dinheiro do esquema.
O local foi fechado e multado. Aproximadamente R$ 18 mil em espécie, cheques e contratos foram apreendidos no estabelecimento.
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Vereador é preso suspeito de integrar grupo criminoso com atuação no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia
De acordo com a Secretaria da Fazenda (Sefaz), há fortes indícios de sonegação fiscal, que serão apurados após os trâmites internos do Fisco. Conforme a investigação, o vereador é irmão de um traficante de alta periculosidade, morto em confronto com a polícia em 2017.
Em Jaguarari, também na Bahia, um imóvel ligado a outro vereador foi alvo de mandado de busca e apreensão, resultando na localização de celulares e documentos.
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Vereadores são presos suspeitos de integrar grupo criminoso com atuação no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro — Foto: PC-BA
À TV Bahia, os presidentes das Câmaras de Vereadores de Santo Estevão e Jaguarari informaram que estão viajando, por isso não possuem detalhes sobre o caso. O g1 entrou em contato com o Partido dos Trabalhadores (PT) para um posicionamento sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
As investigações começaram em 2023 e apontaram para um esquema de movimentação financeira ilícita, que utilizava empresas de fachada e contas de terceiros para ocultar recursos do tráfico de drogas. As apurações também identificaram conexões interestaduais e internacionais atribuídas ao grupo criminoso.
Batizada de Operação Anátema, a ação mobilizou mais de 170 agentes nos quatro estados. Na Bahia, os mandados foram cumpridos em Feira de Santana, Santo Estevão, Salvador, Jaguarari e cidades da região metropolitana. Os demais foram cumpridos em Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná.
A soma identificada na movimentação financeira do grupo ultrapassa R$ 4,3 bilhões. Diante desse volume, o Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) requereu ao Judiciário o bloqueio dos valores e de todos os bens móveis e imóveis ligados aos investigados.
Ainda de acordo com a PC, até o momento já foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e registradas três prisões em flagrante. Foram apreendidas cinco armas de fogo, uma arma artesanal, 10 carros, duas motocicletas, mais de R$ 20 mil em espécie, além de joias, eletrônicos e documentos. Até a última atualização desta reportagem, o material ainda estava sendo contabilizado.
A ação é coordenada pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), e conta com o apoio dos departamentos especializados de Investigações Criminais (Deic), de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Inteligência Policial (DIP), de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin) e das coordenadorias de Polícia Interestadual (Polinter) e de Operações de Polícia Judiciária (COPJ).
Também participam equipes da Sefaz e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).