
O Estado de S.Paulo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, a partir desta quarta-feira, 1º, o governo Lula irá retirar a subvenção – espécie de subsídio – de R$ 0,35 por litro do diesel. Também “muito em breve”, segundo o ministro, o Executivo irá anunciar uma retirada gradual do benefício à gasolina.
“Fomos atentos para colocar o auxílio e também seremos para retirar”, disse, durante entrevista coletiva dos Ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em Brasília.
“Estamos anunciando que a partir de amanhã, portanto a partir do mês de julho – nós vamos fazer sempre com cuidado, a ainda alguma incerteza no futuro em relação à guerra – nós já estamos tirando a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel”, disse. Ele explicou que assinou uma portaria, que será publicada a partir de amanhã, já gerando efeitos de imediato.
“A gente não vai parar por aqui. Estamos em avaliação da outra subvenção do diesel, que é uma subvenção de R$ 1,15 e também em especial da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina”, citou. Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã retomaram as negociações para reduzir a escalada militar e garantir o tráfego no Estreito de Ormuz.
Até aqui, com a disparada dos preços de petróleo no mercado internacional, o governo estava concedendo subsídio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel; de R$ 0,44 por litro da gasolina e de R$ 11 por botijão de gás de 13 quilos. Esta foi a saída encontrada pela equipe econômica de tentar minimizar possíveis impactos da guerra no Oriente Médio na inflação doméstica.
A Fazenda informou ao Estadão/Broadcast que o governo já executou R$ 1,003 bilhão da subvenção ao diesel. “Desde o começo, o nosso compromisso foi que o Brasil não seria sócio da guerra. Portanto, a gente não usaria as entradas de receitas com a guerra somente para fins fiscais, sem a sensibilidade social que o presidente (Lula) Lula nos demanda”, afirmou.