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Valor Econômico

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) defendeu nesta terça-feira (19) a liberdade de preços dos combustíveis no país, de forma a promover a competição, a atração de investimentos e garantir o abastecimento nacional no curto e longo prazos. O posicionamento da entidade se dá em meio a declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que, nesta semana, resolverá “a questão do preço do diesel”, motivo de insatisfação crescente de caminhoneiros.

Três entidades de trabalhadores do transporte de cargas anunciaram que farão greve nacional a partir de 1º de novembro se o governo não atender suas reivindicações. Os caminhoneiros pedem mudanças na política de preços da Petrobras, alinhada ao mercado internacional.
Em meio à crise pela alta nos preços, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás defende a liberdade de preços dos combustíveis no país — Foto: Hermes de Paula/Agência O Globo

Em meio à crise pela alta nos preços, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás defende a liberdade de preços dos combustíveis no país — Foto: Hermes de Paula/Agência O Globo

Segundo o IBP, a precificação dos combustíveis no Brasil “deve ocorrer segundo premissas claras de mercado, evitando-se mecanismos conjunturais que causem distorções e desequilíbrios que comprometem o abastecimento e a continuidade de investimentos”.

O instituto defende que o alinhamento de preços ao mercado internacional é uma “abordagem necessária” para garantir o abastecimento “aos menores custos para a população”. O IBP destaca ainda que o consumo de combustíveis tem crescido ao longo de 2021 e já alcança patamares pré-pandemia.

Como a capacidade de refino é inferior à demanda, o país depende das importações. Esse quadro, segundo a entidade, não deve se alterar na próxima década. De janeiro a agosto de 2021, 26% do volume de diesel e 8% da gasolina foram adquiridos no mercado externo.

“Sem a percepção clara por parte dos agentes econômicos de que os preços variarão segundo regras de mercado, como ocorre com todas as demais commodities, não há segurança para a ampliação do parque de refino nacional, para a ampliação da produção de biocombustíveis ou ainda para que agentes importadores complementem o déficit interno de derivados, especialmente considerando o atual cenário mundial de defasagem conjuntural entre oferta e demanda de commodities devido à rápida e significativa recuperação pós pandemia”, comentou o IBP, em nota.

O instituto afirmou ainda que o alinhamento de preços ao mercado internacional, adotado no Brasil desde 2016, dá a sinalização correta aos agentes econômicos para atrair investimentos no aumento da oferta e no aprimoramento da logística de distribuição.

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