Importação de etanol esbarra no câmbio e no alto preço externo

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Valor Econômico

A abertura da nova cota temporária para a importação de etanol de fora do Mercosul sem a tarifa de 20% não deve resultar, no curto prazo, em volumes significativos chegando à costa brasileira. Segundo analistas, mesmo sem a tarifa a importação, atualmente o produto perde competitividade por causa do dólar elevado e pelos preços praticados nos EUA, que estão se recuperando do baque provocado pela pandemia.
Hoje, o etanol anidro — o tipo importado pelo Brasil dos EUA, para adição na gasolina — pode chegar daquele país ao Nordeste, principal porta de entrada do biocombustível de fora, por R$ 2.490 o metro cúbico (com imposto, mas sem custos de internalização), segundo indicador da consultoria Argus.
Considerados esses custos, o valor supera os preços do etanol anidro produzido nas usinas e colocado nos terminais do porto de Suape, em Pernambuco, que na primeira quinzena de setembro oscilaram entre R$ 2.515 e R$ 2.546 o metro cúbico. Nas usinas do Estado, o preço (sem impostos nem frete) é menor: R$ 2,1678 o litro, de acordo com indicador Cepea/Esalq da semana passada.

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