EPBR
Em uma tentativa de conter um reajuste de preços dado como iminente no noticiário dessa quinta (16/6), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), anunciou que vai convocar uma reunião de líderes na segunda (20/6) para discutir a “política da Petrobras, que pertence ao Brasil e não à diretoria da Petrobras”.
– A pressão de Bolsonaro (PL) e seus aliados, incluindo Lira e o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP/PI), se intensifica após o Congresso Nacional correr para aprovar parte do pacote de subsídios para os combustíveis – as duas PECs, incluindo a de R$ 26,7 bi para o ICMS do diesel, ficaram para a próxima semana.
– Diversos projetos rondam o setor, não apenas a Petrobras. O Senado já aprovou um, o PL 1472/2021 que cria diretrizes para precificação dos combustíveis. Outros tramitam na Câmara com o mesmo objetivo. O próprio Lira garantiu que nenhum texto avançasse.
Combustíveis mais caros. De acordo com o Valor, a Petrobras vai anunciar os novos preços de gasolina e diesel nesta sexta-feira (17/6). Os percentuais, segundo o jornal, não foram divulgados na reunião extraordinária dessa quinta.
— O blog do jornalista Valdo Cruz no g1 informou que o reajuste seria somente do diesel e deveria superar 10%. Mas, ainda que não anuncie o aumento da gasolina simultaneamente, ele está programado. Petrobras vem alertando que se trata da garantia de abastecimento.
O Brent segue em torno dos US$ 120 o barril. Na manhã desta sexta (7h28), a referência operava em alta de 0,83%, a US$ 120,80 o barril. E após três dias de queda, o Brent fechou a sessão de quinta (16/6) em alta de 1,1%, a US$ 119,81 o barril. Reuters
A ira do centrão. O problema dos políticos é seguir levando a culpa. O teto de ICMS da gasolina passou com amplo apoio no Congresso Nacional, contra os interesses de estados e prefeituras e pode demorar a chegar na bomba. Mesmo caso da desoneração dos impostos federais.
— Ao blog da Andréa Sadi, no g1, Lira disse que a Petrobras “declarou guerra ao povo brasileiro”. E quer que José Mauro Coelho, presidente demissionário da companhia, renuncie imediatamente.
— Outro a demonstrar publicamente sua ira foi o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP). Ele acusou a Petrobras de ser insensível, “ignorar sua função social e abandonar os brasileiros na maior crise do último século”.
— E assim como Lira, Nogueira fez questão de frisar que “a Petrobras não é de seus diretores”. O que confirma o “chumbo grosso” que cairá sobre a direção da empresa nos próximos dias, caso seja mesmo anunciado um novo aumento.