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Vitório minimiza possível reestatização de refinaria e opina: ‘O importante é que continue na Bahia’ Lula Bonfim Repórter apaixonado por Salvador, por história, por música, por uma boa leitura e pelo Esporte Clube Bahia. Em formação constante tanto acadêmica, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); quanto profissional, trabalhando na cobertura política em alguns dos maiores veículos de comunicação do estado.
O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, comentou na noite desta terça-feira (13) a possibilidade da Refinaria de Mataripe, hoje administrada pela empresa Acelen, do grupo árabe Mubadala, ser reestatizada durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Vitório, a gestão estadual não tem um posicionamento sobre o tema. Entretanto, o secretário apontou que, para a Bahia, tanto faz se a refinaria é federal ou privada: o importante é que continue no estado e produzindo em sua máxima capacidade, diferente do que teria acontecido durante a administração de Jair Bolsonaro (PL).
‘A gente já teve, infelizmente, no governo passado, essa refinaria funcionando com quase metade da capacidade, com uma ociosidade muito grande, obsoleta. Então, é muito importante que ela funcione, empregue baianos e que continue produzindo como está produzindo, aumentando a produção. Agora, como será, se será feito pela Petrobras, se será pelo privado, não é algo que o estado tenha um opinativo. O que o estado quer é o empreendimento na Bahia, acontecendo na Bahia’, disse o titular da Sefaz-BA.
Vitório também comemorou a nova política de preços adotada pela Petrobras, sob o governo Lula, abdicando da política de paridade internacional (PPI), para vender os combustíveis com valor também influenciado pelo mercado brasileiro.
‘Nós sempre fomos críticos da PPI, da forma que a Petrobras administrava e conduzia seus preços de venda. Sempre achamos que isso pressionava muito a inflação, pressionava muito o Estado brasileiro. Sempre achamos que deveria ter uma forma de avaliar o seu custo de produção para fazer sua formação de preço. Então, a Petrobras acerta quando faz essa modificação, é muito importante’, elogiou Vitório.
Por outro lado, o secretário da Fazenda sinalizou não ser favorável a Acelen adotar a mesma política de preços da Petrobras. De acordo com ele, a prática configuraria cartel e não seria positiva para o consumidor brasileiro. O ideal, segundo ele, é a competitividade entre os atores.
‘Uma refinaria privada não pode ter a mesma política de preços, porque isso significaria cartel e cartel não é bom. A ideia de você ter mais de uma refinaria é a competição de mercado, senão era melhor que fosse a Petrobras mesmo. Então, é importante que a política seja diversa e que haja competição. E volto a ressaltar: o fundamental para o estado da Bahia é a continuidade da refinaria, que ela continue empregando baianos, gerando renda, favorecendo a economia do estado da Bahia’, concluiu Vitório.