Nova fronteira de gás natural no Brasil? EPE estima mais de 1 trilhão de m³ em Pelotas

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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que a Bacia de Pelotas tem 9,7 bilhões de barris de óleo equivalente recuperável, sendo grande parte de gás natural, com mais de 1 trilhão de metros cúbicos de gás natural recuperável.

  • Os dados das estimativas de volumes para a região foram divulgados na terça-feira (29/9), após uma apresentação prévia na ROG.e no Rio de Janeiro na semana passada. Veja na íntegra em .pdf. 

Junto com a Margem Equatorial, a Bacia de Pelotas é apontada como uma das principais novas fronteiras exploratórias do país. 

  • Os dados da EPE indicam que o potencial na nova fronteira no sul é um pouco menor do que o do Norte. Estudos similares para a Bacia da Foz do Amazonas em 2024 apontaram volume de óleo in place de 23,1 bilhões de barris, ante 17,9 bilhões de barris de óleo equivalente in place em Pelotas. 
  • Os desafios também são grandes: sem perfurações desde 2001, as atividades exploratórias em Pelotas também tendem a enfrentar desafios em relação ao licenciamento ambiental. 

Salta aos olhos o grande potencial para o gás natural em uma região do país que tem boa parte da demanda atendida por importações da Bolívia ou por meio de gás natural liquefeito (GNL).

  • “O Rio Grande do Sul, em particular, e os estados da região sul são deficitários em gás, têm uma demanda reprimida muito grande, um gargalo de infraestrutura. Então tem um mercado lá para esse gás”, ressaltou a especialista em energia Heloísa Borges, em entrevista ao estúdio eixos. 

A expectativa sobre a Bacia de Pelotas cresceu após as grandes descobertas na Namíbia, que tem semelhanças geográficas. 

O interesse pelo Sul do Brasil foi confirmado nas duas rodadas mais recentes de licitações da ANP, com quase 50 novos contratos de concessão firmados nos últimos anos. 

  • Em 2023, foram 44 blocos arrematados na bacia no 4º ciclo da oferta permanente. A Petrobras é operadora de 29 áreas, sendo 26 delas em consórcio com 30% de participação da Shell e três em sociedade com Shell (30%) e CNOOC (20%).
  • No ciclo seguinte, em 2025, a Petrobras arrematou mais três blocos na região, em parceria com a Petrogal (30%). 
  • E tem mais uma major de olho: a Equinor já confirmou que avalia ativos na região. 

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