EIXOS
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6/4) um novo pacote de medidas, de mais de R$ 10 bilhões em subvenções e desonerações, para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no mercado doméstico.
São dois novos decretos, uma Medida Provisória (MP) e um Projeto de Lei com foco no diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e querosene de aviação (QAV); e que também fortalecem o poder de fiscalização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e endurecem as penalidades aos agentes por preços abusivos.
Somado o primeiro pacote, anunciado em março, a resposta do governo Lula (PT) ao pico de preços internacionais já ultrapassa os R$ 40 bilhões.
A nova MP:
O novo pacote de medidas de Lula (PT) também inclui:
Não se perca nas contas. As novas medidas se somam ao primeiro pacote de resposta ao pico dos preços internacionais: a subvenção de 32 centavos por litro de diesel, criada em março pela MP 1340/2026; e a desoneração do PIS/Cofins do derivado, no mesmo valor.
Efeito fiscal. O ministro da Fazenda, Dário Durigan, anunciou que as despesas da União serão bancadas com a renda do petróleo.
Desde 12 de março, com a edição da MP 1340, o governo federal passou a taxar em 12% as exportações de óleo cru. A alta nos preços do Brent, naturalmente, também eleva as receitas governamentais com os royalties, outros impostos federais e a venda de óleo da União na partilha do pré-sal.
E, além disso, o impacto fiscal federal da desoneração compartilhada com os estados, para o diesel importado, será compensado por aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cigarros.
O novo pacote também inclui contrapartidas e o endurecimento dos instrumentos de fiscalização. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), anunciou que a ANP poderá não apenas multar, mas interditar estabelecimentos autuados por cobrança de preços abusivos na comercialização de combustíveis, “em casos de flagrante gravidade”.
E o petróleo segue em alta. Os contratos futuros do Brent fecharam a sessão de segunda com valorização de 0,68%, a US$ 109,77 o barril. A alta foi influenciada pela escalada das ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã – o que reduziu as expectativas de um possível cessar-fogo no Oriente Médio.
Petrobras demite diretor. O conselho de administração da estatal demitiu nesta segunda (6/4) o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser. Ele comandava a área responsável pelos leilões de gás de cozinha, diesel e gasolina — criticados pelo governo.