Petrobras amplia defasagem em preços de combustíveis, diz Abicom

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Valor Econômico

A defasagem média entre os preços praticados pela Petrobras para a gasolina em suas refinarias em relação ao preço de paridade de importação (PPI) chegou a R$ 0,21 por litro nesta terça-feira (22), segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom).
Com isto, os preços praticados pela estatal para o combustível estão 8% abaixo dos preços internacionais, nos cálculos da Abicom.
No caso do diesel, a associação calcula que a defasagem média chega a R$ 0,14 por litro, ou 5% abaixo dos preços de importação.
O último reajuste da Petrobras no preço da gasolina ocorreu no dia 12 de junho. Na ocasião, a estatal optou por reduzir em 1,9% o preço do litro do combustível, ou R$ 0,05, e, com isso, o litro da gasolina passou a ser negociado ao preço médio de R$ 2,53.
O diesel não passa por reajustes desde o dia 1º de maio, quando teve os preços reduzidos em 2%. Desde então, o litro do diesel vem sendo negociado a R$ 2,71, em média.
A petroleira tem praticado reajustes mais espaçados nos preços de combustíveis desde abril, quando o general da reserva Joaquim Silva e Luna assumiu a presidência da empresa. A troca no comando da companhia ocorreu após críticas do presidente Jair Bolsonaro aos preços de combustíveis praticados sob a gestão de Roberto Castello Branco.

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