EIXOS
A Petrobras fechou um acordo de longo prazo com a PetroReconcavo, Brava Energia e Origem Energia para estender o acesso dos produtores onshore à Unidade de Tratamento de Gás Natural de Catu (BA).
As empresas chegam a um acordo por livre negociação e se antecipam, assim, às novas regras de acesso de terceiros às infraestruturas de escoamento e processamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atualmente em consulta pública.
Não há, porém, consenso entre os produtores sobre a agenda da ANP:
Nem entre os próprios produtores independentes o discurso é uníssono: a PetroReconcavo já manifestou, anteriormente, preocupações com a regulação do acesso e defende que ele deve ser regido pela via negocial. Relembre a entrevista do vice-presidente de Operações da companhia, João Vitor Moreira, ao podcast gas week sobre o assunto. Assista na íntegra
A PetroReconcavo, aliás, informou que, diante do novo acordo com a Petrobras, suspendeu a decisão final de investimento para a construção de uma nova UPGN própria na Bahia.
De acordo com a Petrobras, a celebração dos aditivos contratuais dá mais previsibilidade aos agentes ao ampliar o prazo de garantia da capacidade para além de 2028; e foca na redução de custos e no melhor aproveitamento da infraestrutura de gás natural da região.
Revisão tarifária. O uso da metodologia alternativa de valoração da base de remuneração das transportadoras, como proposto pela ANP, não vai causar desequilíbrio econômico-financeiro da Transportadora Associada de Gás (TAG) e da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), nem desincentivar projetos no setor. Pelo contrário, abre espaço para que novos investimentos sejam incorporados nas tarifas, na visão do Conselho de Usuários (CdU).