Petróleo opera em alta, apoiado por tensão entre Arábia Saudita e EUA

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Fonte: UDOP

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos na manhã desta segunda-feira, em meio a ameaças entre os Estados Unidos e Arábia Saudita por causa da suposta morte de um jornalista saudita dissidente.

Às 8h12 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,67%, a US$ 71,82 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 1,02%, a US$ 81,25 o barril, na ICE.

“As crescentes tensões pelo desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul têm se mostrado um apoio para os preços do petróleo”, afirmou Warren Patterson, estrategista de commodities do ING Bank.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode haver “punição severa” sobre Riad, caso a investigação implique o governo saudita no caso de Khashoggi, que desapareceu após entrar no consulado saudita em Istambul, em 2 de outubro. Autoridades turcas afirmaram que têm registros de áudio e vídeo que supostamente mostrariam que Khashoggi foi morto dentro do consulado.

No domingo, os sauditas disseram que pretendem retaliar, caso sofram qualquer medida de punição de Washington, além de lembrarem que o maior exportador de petróleo do mundo “tem um papel de impacto e ativo na economia global”.

Na avaliação de Patterson, isso gera preocupação de que os sauditas possam usar o petróleo como instrumento de retaliação, caso sofram sanções por causa do desaparecimento do jornalista. As ameaças entre os EUA e os sauditas geram de fato uma nova incerteza no mercado de petróleo, na opinião dos analistas do Commerzbank.

Fonte: Dow Jones Newswires
Texto extraído do portal Terra

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