Combustível é pressionado por temores do mercado com impacto das tarifas dos EUA e avanço nos estoques americanos de petróleo
UDOP
Às 9h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (16), o contrato de agosto do petróleo WTI registrava forte baixa de 1,19% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), cotado a US$ 65,73/barril. O vencimento de setembro para o Brent recuava 1,05%, negociado a US$ 67,99/barril. Na semana, o combustível acumula desvalorização de 3,94% e 3,31%.
Na última sessão (15), a commodity terminou em baixa de 0,69% na Nymex, cotado a US$ 66,52/barril. O Brent recuou 0,72%, cotado a US$ 68,71/barril.
Nesta manhã, os preços do combustível foram pressionados pelo pessimismo dos investidores com o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos nos mercados globais.
O presidente americano, Donald Trump, ameaçou impor taxas de 30% sobre importações da União Europeia (UE) a partir de 1º de agosto. Em resposta, a Comissão Europeia, braço executivo do bloco, prepara a aplicação de tarifas equivalentes a US$ 84,1 bilhões em produtos dos EUA, caso as negociações entre as partes não encontrem um acordo comercial.
Enquanto isso, o Instituto Americano de Petróleo (API) informou ontem, no final do dia, que os estoques de petróleo dos EUA aumentaram 19,100 milhões de barris na última semana. Os dados da API são considerados uma prévia dos números oficiais da Agência de Informação de Energia (EIA), que serão divulgados hoje.
Limitando maiores perdas, de acordo com analistas e traders do setor ligados à Reuters, as refinarias estatais da china estão ampliando a produção após concluírem a fase de manutenção, com objetivo de atender a demanda no terceiro trimestre e repor os estoques de gasolina e diesel.