Posto de SP é flagrado com tanque falso e etanol ‘tingido’ de gasolina 

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Uma operação da Polícia Civil e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) desarticulou um esquema criminoso em um posto de combustíveis que operava de forma clandestina há sete anos. Além de utilizar um sistema eletrônico para esconder combustível adulterado em subtanques, o estabelecimento tingia etanol com corante para enganar consumidores e praticava furto de energia e lavagem de dinheiro.

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A fiscalização detalhou a sofisticação da fraude tecnológica instalada no local. O posto utilizava subtanques ocultos posicionados abaixo dos reservatórios originais. Para enganar a perícia, os criminosos usavam um sistema de acionamento remoto, que podia ser controlado até pelo celular. Quando a polícia chegava, eles apertavam um botão para isolar o combustível ‘batizado’ e liberar apenas o produto normal para teste.

Uma das descobertas mais impressionantes da operação realizada nesta quinta-feira (6) em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, foi a apreensão de um pó alaranjado, semelhante a urucum ou páprica. Segundo os agentes, esse corante era misturado ao etanol para que ele adquirisse a coloração de gasolina, permitindo que o posto vendesse o combustível mais barato pelo preço do mais caro.

Além da qualidade, a quantidade entregue aos clientes também era alvo de crime. A perícia constatou a prática da ‘bomba baixa’, onde cerca de 15% a 16% do combustível pago pelo consumidor não entrava no tanque. Na prática, ao pagar por 20 litros, o motorista recebia apenas cerca de 16 litros.

Conexão com o crime organizado

A investigação revelou que o posto estava funcionando de maneira clandestina desde 2019, quando teve sua autorização cassada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Outras irregularidades incluíam:

Lavagem de Dinheiro: Os pagamentos feitos em cartões de débito e crédito não iam para a conta do posto, mas para uma empresa de lubrificantes sediada em Guarulhos;

Furto de Energia: Havia uma ligação clandestina (‘gato’) com um medidor não cadastrado na concessionária Enel;

Crime Ambiental: O descarte de resíduos químicos era feito de forma totalmente irregular.

A gerente do estabelecimento foi presa em flagrante durante a ação. De acordo com o Leandro Parisi, delegado à frente do caso, o esquema faz parte da chamada ‘máfia dos combustíveis‘, onde o crime organizado assume postos lacrados para vender produtos sem origem e lesar o consumidor. As placas eletrônicas das bombas foram apreendidas para perícia técnica.

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