Preço do barril de petróleo deve subir em 2021 e 2022, diz especialista

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À CNN Rádio, Adriano Pires explicou que a valorização do real pode atenuar os preços, mas o barril de petróleo deve terminar o ano acima dos US$ 60

CNN Brasil

Uma das principais variáveis que vão contribuir para a elevação de preços do setor energético é o aumento da demanda diante de uma oferta baixa.
O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, lembra que a produção de petróleo ainda se mantém num patamar pré-pandemia e aponta uma tendência de crescimento no consumo a partir da retomada econômica em todo o mundo.
“Devemos ter o preço do petróleo subindo no segundo semestre de 2021 e começo de 2022” estima Pires. “Em 2020, a média do preço do barril foi algo em torno de US$ 44. Esse ano a gente imagina que a média vai ficar entre US$ 60 e US$ 65. Tem analistas de bancos que falam na possibilidade de picos atingindo até US$ 100.”
A previsão da Agência Internacional de Energia é de que a demanda mundial de petróleo vai superar o nível pré-pandemia no fim de 2022.
A direção do Centro Brasileiro de Infraestrutura defende a política de preços da Petrobras, que segue as tendências do mercado internacional. E, com a tendência de alta, Adriano Pires apoia as medidas lançadas pelo governo federal para conter os preços sem interferir na estatal, como o projeto de lei enviado ao Congresso que zera a cobrança de PIS/Cofins no diesel e no gás de cozinha.
Mas, ainda na avaliação de Adriano Pires, a energia vai ser um fator que vai perturbar a retomada no crescimento econômico do Brasil. Além da alta no preço dos combustíveis, o país passa por uma crise hídrica que já eleva a tarifa de energia elétrica.
Mesmo assim, ele ressalta que, se o real se valorizar, há uma possibilidade de que o aumento dos preços seja atenuado.
“O câmbio agora tem caído”, analisa o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. “Já teve bastante alta no início do ano, e se o real se valorizar frente ao dólar, evita que tenhamos tanta elevação de preços nos derivados do petróleo no segundo semestre.”
Apesar da possibilidade atenuação das altas como reflexo da valorização do real, a expectativa do mercado é de pressão nos preços de todo o setor de energia.

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