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O preço do Brent era negociado em alta na manhã de terça-feira (3/11), a US$ 106,9, por volta das 6h no horário de Brasília, depois de uma forte queda no começo da semana, com sinalizações de avanços para um possível acordo no conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. 

  • O Brent caiu 7,6% na segunda (2/11), para US$ 104,77 o barril, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump sinalizou que quer deixar as negociações com o Irã avançarem antes de ordenar novos ataques. Na sexta (30/10), tinha fechado a US$ 113,43, com alta de 86% no ano.
  • Contribuiu para a queda a indicação do Irã de que pode reabrir a navegação no Estreito de Ormuz em dois dias, e não mais em sete, se houver garantias de que as sanções caem e de que as ações militares se encerraram.
  • Na sexta (30/10), quatro petroleiros atingiram minas e pegaram fogo ao cruzar o estreito, entre eles um superpetroleiro com mais de 2 milhões de barris, segundo a Guarda Revolucionária (ABC). 
  • Ainda há risco de escalada: o líder supremo, Mojtaba Khamenei, mandou responder a qualquer ataque sem restrição geográfica.

A realidade atual em Ormuz. Dados da Rystad Energy indicam que as exportações no Golfo Pérsico ficaram em média em 12 milhões de barris/dia em setembro e nos primeiros 20 dias de outubro. 

  • O volume é bem menor do que os 18 milhões de barris/dia que atravessavam a região antes da guerra, mas já indica uma recuperação em relação aos primeiros meses do conflito. 

Esta semana terá definições políticas importantes que podem definir o futuro do conflito no Oriente Médio. Eleitores nos EUA vão às urnas hoje para eleger representantes no Congresso, nas eleições de meio de mandato. 

  • Há ainda a expectativa dos desdobramentos das eleições em Israel na semana passada. Na eleição de 27/10, o bloco de Benjamin Netanyahu fez 53 das 120 cadeiras, e a oposição liderada por Gadi Eisenkot, 48. Os partidos árabes ficaram com 19, e ninguém chegou às 61 da maioria (Al Jazeera).
  • Reportagens nos EUA falam em planos de EUA e Israel para voltar a atacar o Irã depois das eleições desta terça; o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que Trump ainda não decidiu.
  • A definição sobre a composição no Congresso pode indicar se os EUA seguirão tendo verbas para financiar o conflito no Irã ou não, por exemplo. 

Vale lembrar que o preço dos combustíveis é um dos itens mais sensíveis para o eleitor. Os norte-americanos vão às urnas com o galão da gasolina a US$ 4,17, segundo a AAA, e o do diesel a US$ 6,29. Antes do ataque ao Irã, em 28/2, a gasolina estava em US$ 2,98 (Al Jazeera). 

  • A Casa Branca diz que os preços vão cair “drasticamente” quando o conflito no Irã acabar, mas não indica um prazo para isso. 
  • Nos EUA, a margem do diesel sobre o petróleo teve média de US$ 110,84 por barril em setembro, a maior da série. O recorde anterior era de outubro de 2022, US$ 94,94 (Global Oil Shock, com dados da EIA).

A posição da Opep. O cartel se reuniu no domingo (01/11) e indicou que vai manter em dezembro os níveis de produção estabelecidos desde setembro. 

  • Na próxima reunião, em 29 de novembro, a Opep vai indicar os níveis de produção para 2027.

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