Refinaria da Petrobras na Bahia tem oferta por até 50% abaixo do preço, aponta Comissão da Câmara

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Money Times

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados discute nesta sexta-feira (28) a venda da refinaria da Petrobras (PETR3; PETR4) de Landulpho Alves, na Bahia.
O debate foi proposto pelo deputado baiano Jorge Solla (PT). Ele explica que o Tribunal de Contas da União (TCU) avalia se vai pedir a suspensão da venda da refinaria ao Mubadala – fundo financeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes – a fim de evitar “prejuízo ao interesse público”. “Isto porque está sendo questionado o valor de US$ 1,65 bilhão, que estaria abaixo do preço de mercado, definido pela própria Petrobras, de US$ 3,04 bilhões.”

Solla reclama que o Conselho de Administração da Petrobrás decidiu no último dia 24 de março, no ápice da pandemia causada pelo novo coronavírus, privatizar Landulpho Alves. “Aturdidos pela catástrofe sanitária, a sociedade e os meios de comunicação não se deram conta ou não divulgaram como deveriam, que a venda da refinaria”, lamenta.

Segundo o deputado, mesmo reconhecendo que a refinaria está sendo vendida a um preço inferior ao estimado, a diretoria insiste na finalização da venda.
“Fontes outras que não a representação dos petroleiros, como o Banco BTG Pactual sustenta que a proposta está 35% abaixo do limite inferior projetado por sua equipe de analistas. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) avalia que o preço da Refinaria Landulpho Alves está 50% abaixo do valor de mercado”, afirma Solla.

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