Sindicom: Esperamos que próximo governo intensifique combate à atuação do crime organizado

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Entre decisões relevantes para o futuro do setor estão temas como a implementação da Lei do Combustível do Futuro e os desdobramentos do RenovaBio

O presidente-executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Augusto Salomon, afirmou que, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a expectativa do setor é de que se intensifique o combate a atuação do crime organizado.

Ele menciona que, em 2026, o setor esteve no centro de debates relevantes, tanto pelos impactos da crise internacional sobre os preços e o fornecimento de diesel, quanto pelas investigações que expuseram a atuação do crime organizado, incluindo o uso de postos de combustível para lavagem de dinheiro e a prática de fraudes fiscais.

“Esperamos que o próximo governo intensifique o combate a essas atividades, com maior integração entre os órgãos de fiscalização e segurança pública, para proteger os consumidores e assegurar condições justas de concorrência”, diz Salomon por meio de nota.

Desafios e expectativas para o setor de combustíveis

Em 2027, o presidente do Sindicom avalia que haverá decisões relevantes para o futuro do setor. Dentre eles, estão temas como a implementação da Lei do Combustível do Futuro e os desdobramentos do RenovaBio.

“Também precisamos avançar na definição das regras tributárias aplicáveis aos combustíveis na Zona Franca de Manaus, no contexto da reforma tributária, e na discussão sobre a chamada bomba branca, assegurando transparência e condições equilibradas de concorrência”, lembra ainda Salomon.

Para ele, o desafio será construir um ambiente regulatório estável, com regras claras e previsibilidade para que as empresas do segmento que representa possam planejar investimentos e contribuir para a segurança do abastecimento nacional.

“Queremos avançar no diálogo com o governo e os demais agentes da cadeia para contribuir com soluções que fortaleçam a legalidade, combatam as distorções concorrenciais e garantam um ambiente mais seguro e transparente para empresas e consumidores”, finaliza.

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