Jornal Folha de S. Paulo
A Vibra, maior distribuidora de combustíveis do país, anunciou nesta quinta (9) que vai aderir ao programa de subvenção do diesel, criado pelo governo para enfrentar a escalada dos preços do petróleo após o início da guerra no Irá.
Resultado da privatização da BR Distribuidora, a empresa era uma das três gigantes do setor que ficaram de fora do primeiro período do programa, como antecipou reportagem da Folha. As outras duas são Ipiranga e Raízen, que ainda não se manifestaram sobre a adesão.
A companhia não informou o que motivou a mudança de posição.
Em nota, disse apenas que vai se habilitar e que “segue em diálogo com governo e ANP com intuito de esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística”.
A decisão foi anunciada dois dias depois de o gover no elevar de R$ 0, 32 para R$ 1, 52 por litro o subsídio ao diesel importado, resolvendo um dos gargalos do programa apontados pelo setor: o valor anterior não cobria a diferença entre o preço máximo de venda do programae a cotação inter nacional.
Nos últimos dias, as distribuidoras ausentes do programa estiveram na ANP para debater outras dúvidas sobre o programa, como prazos de pagamento da subvenção ou como serão fiscalizados os repasses do benefício aos postos.
“A Vibra reitera seu apoio a medidas que busquem a previsibilidade do mercado nacional, visando minimizar impactos para o consumidor finale para os setores produtivos do país”, concluiu a companhia na nota divulgada nesta quinta.
A empresa vem sendo alvo frequente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para quem a privatização da BR reduziu o poder estatal para reduzir os preços dos combustíveis nos postos brasileiros.
A ausência das maiores distribuidoras na primeira fase do programa gerou alerta no governo. Elas são responsáveis por metade das importações privadas de diesel do país e já vinham repassando o aumento de Custos.