O presidente do Sindicombustíveis Bahia, Glauco Mendes, fez um alerta sobre os possíveis reflexos do agravamento das tensões no Golfo Pérsico para o mercado de combustíveis e afirmou que os postos baianos podem ser os mais prejudicados caso o cenário internacional continue pressionando o preço do petróleo.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Mendes explicou que os revendedores abastecidos pela Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, enfrentam uma desvantagem competitiva em relação a outros estados. Segundo ele, enquanto a empresa compra petróleo da Petrobras pelo valor praticado no mercado internacional, as refinarias da estatal utilizam matéria-prima fornecida a um custo menor.
“A Petrobras fornece petróleo para suas refinarias por um valor quase 50% abaixo do preço internacional. Com isso, os postos da Bahia, principalmente os localizados às margens das rodovias, não conseguem competir com os de outros estados”, afirmou.
Glauco Mendes destacou ainda que o cenário tem provocado um desequilíbrio concorrencial e pode comprometer uma atividade considerada estratégica para a economia baiana. Diante da situação, ele fez um apelo ao poder público.
“A revenda da Bahia faz um apelo às autoridades competentes, ao Governo da Bahia, aos senadores e aos deputados federais. Esse desequilíbrio está impactando negativamente uma atividade que mais gera tributos para o estado. A revenda da Bahia está pedindo socorro. Nós precisamos de ajuda das autoridades constituídas”, declarou.
Segundo o presidente do Sindicombustíveis, a expectativa é que medidas sejam discutidas para reduzir os impactos da alta do petróleo e garantir maior competitividade aos postos de combustíveis do estado.