O Estado de S.Paulo
A companhia de energia Acelen, do fundo Mubadala Capital, que tem como maior cotistas o fundo soberano Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, pretende levantar até US$ 1,5 bilhão em títulos de divida no exterior (bonds), apurou a Coluna. A companhia, dona da refinaria de Mataripe, na Bahia, deve usar parte dos recursos para recomprar bonds que foram emitidos em 2023 e com isso alongar o perfil de seu endividamento.
A Acelen pode lançar sua oferta ainda antes das eleições presidenciais de outubro, buscando apenas uma oportunidade de menor volatilidade no juro norte-americano, levando o Treasury de 10 anos para 5% e o maior patamar desde 2023.
Na quarta-feira, 16, o Fed elevou sua taxa básica em 0,25 ponto porcentual, levando-a para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Em contrapartida, a companhia tem a seu favor o elevado preço do petróleo, que beneficiou seu último balanço a ser apresentado para os investidores, segundo fontes.
Além de combustíveis fósseis, a Acelen tem um projeto de comercialização de combustível renovável, também na Bahia, e recentemente fechou um acordo estratégico para fornecimento de matérias-primas e comercialização de produção futura com a Trafigura com foco nos mercados da América do Norte e da Europa.
A Acelen Renováveis fechou também um financiamento de R$ 1,5 bilhão. Parte do aporte na biorrefinaria será financiada por um consórcio apoiado e liderado por HSBC e IFC, que reúne 10 instituições financeiras nacionais e internacionais, informou a Acelen.