ANP PUBLICA DADOS CONSOLIDADOS DO SETOR DE PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS EM 2016

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FONTE: ABEGÁS
A ANP publicou ontem (3/7), em seu sítio eletrônico, dados estatísticos consolidados da evolução do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil em 2016. Os gráficos e tabelas, que serão publicados posteriormente no Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2017, podem ser consultados em:
http://www.anp.gov.br/wwwanp/publicacoes/anuario-estatistico/3819-anuario-estatistico-2017
De acordo com os dados, a produção nacional de petróleo cresceu 3,2% pelo terceiro ano consecutivo e atingiu 2,5 milhões de barris/dia. O principal motivo da elevação foi a oferta de petróleo do pré-sal, que alcançou a média de 1,0 milhão de barris/dia no ano, após variação anual de 33,1%. A produção nacional de gás natural teve acréscimo de 7,9%, alcançando 103,8 milhões de m³/dia.
A produção de gás natural do pré-sal segue aumentando sua participação no total nacional e correspondeu a 38,2% em 2016. Os resultados obtidos no pré-sal reforçam a atratividade dos blocos deste horizonte geológico a serem ofertados nas próximas rodadas de licitação, com calendário aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para os próximos três anos.
Como reflexo da maior produção nacional, em 2016 o Brasil reduziu sua necessidade de importação de petróleo em 44,9%, para média de 178,6 mil barris/dia, enquanto as exportações alcançaram o maior valor da série histórica, 798,2 mil barris/dia, aumento anual de 8,3%.
No mercado interno, as vendas de derivados pelas distribuidoras registraram declínio de 2,5%. As vendas de óleo diesel apresentaram queda de 5,1%, contrastando com a elevação de 4,6% das vendas de gasolina C. Já a comercialização de etanol hidratado teve redução de 18,1%.
Por sua vez, a produção nacional de derivados foi 6,3% inferior a 2015, e atingiu 2,0 milhões de barris/dia. Com isso, o volume de importações de derivados cresceu 10,1%, para 488,1 mil barris/dia. Apesar disso, em função da redução dos preços internacionais, houve um recuo do dispêndio com a importação em 15,2%.
O crescimento das importações refletiu uma maior diversificação dos agentes responsáveis pela oferta interna de combustíveis, o que, por sua vez, tende a contribuir com a ampliação das oportunidades de investimentos em infraestrutura de armazenamento e movimentação de petróleo, derivados e biocombustíveis.
No setor de biocombustíveis, a produção total de etanol caiu 4,1% e a produção de biodiesel foi 3,5% inferior ao ano anterior, em decorrência da redução do consumo dos combustíveis.
O montante gerado de participações governamentais atingiu R$ 17,7 bilhões em 2016, sendo R$ 11,8 bilhões em royalties e R$ 5,9 bilhões em participação especial. Já o volume de obrigações relativas aos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D &I) foi de R$ 862 milhões.

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