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Fonte: Valor Online
Para analistas, manutenção de preço da gasolina reduzirá consumo de etanol
A manutenção dos preços da gasolina pela Petrobras e o retorno da cobrança de PIS/Cofins sobre o etanol devem reduzir a já baixa competitividade do biocombustível nos postos e, consequentemente, deprimir o consumo neste início de 2017, segundo analistas. Embora o primeiro trimestre já seja um período de menor demanda por causa das férias e da entressafra, os volumes esperados são menores que os do mesmo período dos últimos dois anos. Para a Datagro, o consumo de etanol hidratado nestes três primeiros meses do ano deve oscilar ente 950 milhões de litros e 1 bilhão de litros – volume que os estoques atuais têm condições de abastecer, garante Plínio Nastari, presidente da consultoria. João Botelho, analista da consultoria FCStone, estima que as vendas ficarão em 911 milhões de litros em janeiro e cairão abaixo de 800 milhões de litros nos dois meses seguintes. No primeiro trimestre do ano passado, as vendas de etanol ficaram entre 1,2 bilhão e 1,1 bilhão de litros, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A demanda deve ser limitada pelo aumento dos preços do etanol e seu descolamento em relação à gasolina. Desde que acabou o fim da isenção de PIS/Cofins, as usinas já repassaram o tributo nos valores vendidos às distribuidoras. De 2 a 6 de janeiro, o indicador do etanol hidratado em Paulínea da Esalq/BM&FBovespa subiu 5,3%, para R$ 1.909 o metro cúbico – R$ 96 a mais que em 29 de dezembro, quando o produto ainda estava sem imposto. Segundo um trader, os consumidores sentirão o aumento a partir desta semana. Com a manutenção dos preços da gasolina pela Petrobras nas refinarias, o etanol hidratado deve ficar menos competitivo. Um trader estimou que o preço deverá equivaler a entre 77% e 78% o valor da gasolina. Já Nastari avalia que o biocombustível vendido nos postos paulistas pode subir para o equivalente a 76% do valor da gasolina, ante 75% nas últimas semanas. Ele lembra, porém, que para muitos veículos, a relação em que há equivalência energética já é de 75% – e não 70% como defende a maioria dos analistas -, o que ainda preserva alguma competitividade para o etanol.

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