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02/03/2017
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Fonte: Brasilagro

Lula não estava errado quando disse que o Brasil poderia se tornar uma Arábia Saudita Verde com a produção de etanol.
Leia o trecho de uma reportagem publicada pela revista Época em 2007:
“Depois de rodar pelo país e se encantar com o processo de produção do álcool a partir da cana-de-açúcar, Thomas Friedman, colunista do New York Times e um dos maiores especialistas em Oriente Médio, voltou para os Estados Unidos convencido de que o Brasil pode se tornar a Arábia Saudita do álcool. A comparação com o maior exportador mundial de petróleo não é delirante. O Brasil é o país mais avançado em combustíveis de origem vegetal, também chamados biocombustíveis. Temos matéria-prima competitiva, tecnologia de ponta, um mercado maduro e espaço para crescer. Foi esse potencial etílico que trouxe para cá o subsecretário de Estado americano para Assuntos Políticos, Nicholas Burns. Ele veio na semana passada para tratar de um acordo estratégico entre os dois países na área de energia. Em março, quem virá ao Brasil falar de combustíveis alternativos é o próprio presidente George W. Bush, cujas ligações com a indústria do petróleo são históricas.”
O fato é que o Brasil apresenta vantagens competitivas enormes na produção de etanol com cana, em relação ao etanol de milho, produzido nos Estados Unidos.
O problema foi o que o ex-presidente Lula e sua discípula Dilma Rousseff, suposta especialista em energia, fizeram com a indústria de etanol: desmantelaram-na com uma política artificial de preços, que tornou mais vantajoso usar gasolina a álcool.
A “Arábia Saudita Verde” que não nos tornamos
Um vídeo lançado há poucos dias pela associação americana de produtores de combustíveis renováveis (Renewable Fuels Association) faz um balanço da indústria de etanol no país em 2016 e mostra o desenvolvimento espetacular do combustível nos Estados Unidos.
No vídeo, a Associação afirma que o etanol substituiu a importação de 540 milhões de barris de petróleo pelos Estados Unidos no ano passado.
O volume é equivalente a toda importação de óleo da Arábia Saudita pelo país.
Vale assistir ao vídeo em https://www.youtube.com/watch?v=zJgZ5586l2k.
Mais que isso, vale lembrar que o ex-presidente Lula anunciou pelos quatro cantos do planeta que o Brasil seria a Arábia Saudita Verde. A propaganda petista do etanol durou até a confirmação de que as reservas do pré-sal eram realmente gigantescas.
E que a possibilidade de roubo também era enorme.
Eles comemoram. Nós lamentamos
Enquanto os americanos comemoram o crescimento do etanol, as vendas no Brasil de álcool hidratado — o que vai direto no tanque do carro, diferente do álcool anidro, que é misturado a gasolina — recuaram 18,3% em 2016, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O controle de preço da gasolina para segurar a inflação, principalmente no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, gerou a explosão do consumo do derivado de petróleo (e provocou um estrago estimado em US$ 50 bilhões à Petrobras).
Por outro lado, o subsídio à gasolina segurou o consumo de álcool, como mostram os números abaixo:
Consumo de etanol hidratado:
2008: 13 bilhões de litros
2015: 18 bilhões de litros

Consumo de gasolina comum:
2008: 25 bilhões de litros
2015: 41 bilhões de litros
Fontes: Unica e ANP.
Como destruir o setor de energia de um país

Para finalizar a série “como o PT quase destruiu o setor de energia brasileiro”, o economista Adriano Pires, especialista em infraestrutura, resume:
“Lula e Dilma conseguiram um feito inimaginável até para os maiores críticos dos governos petistas: quebraram a Petrobras e a indústria de etanol ao mesmo tempo, os dois maiores ícones do setor energético do país.”

Não é demais lembrar que a Petrobras se tornou dona da segunda maior dívida (ao final de 2016) entre as empresas listadas na Bolsa de Nova York.
Enquanto isso, mais de um quarto das usinas de etanol estavam em recuperação judicial no final de 2015e mais de uma dezena haviam falido na mesma época (O Antagonista, 28/2/17)

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