Ivan Monteiro deve ser mantido na Petrobras

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Fonte: O Globo

O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, deverá permanecer no comando da estatal, segundo fontes ligadas à equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro. O novo governo teria sido convencido a não trocar o comando da empresa em meio ao processo de reestruturação que vem sendo implementado pelo executivo. A avaliação é que a permanência dele é vital para a recuperação da estatal, disse uma fonte.
De perfil técnico, Monteiro foi levado para a Petrobras no início de 2015 por Aldemir Bendine e permaneceu na estatal mesmo depois que o chefe foi trocado por Pedro Parente. Bendine hoje está preso, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro pela Operação Lava-Jato. Antes, estava no Banco do Brasil.
Como diretor financeiro, Monteiro foi um dos responsáveis pela implementação do plano de reestruturação da Petrobras, que inclui a venda de ativos para reduzir o endividamento e retomar a capacidade de investimento da companhia. Quando Parente pediu demissão, em 1º de junho, em meio à crise provocada pela greve dos caminhoneiros, Monteiro virou presidente da empresa.
Nas discussões para a composição da equipe que vai comandar as estatais no governo Bolsonaro, a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, agora tem poucas chances de assumir a presidência da Caixa Econômica Federal. A indicação chegou a ganhar força na semana passada, mas, segundo interlocutores, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, teria ficado incomodado com um movimento de promoção de Ana Paula ao cargo “goela abaixo”.
Indagado, ele respondeu a interlocutores que havia um problema de motivação para a economista participar do novo governo. O plano dela é se dedicar a um doutorado. Os critérios definidos por Guedes e equipe para manter integrantes do atual governo na gestão Bolsonaro são o trabalho desenvolvido por esses técnicos e sua motivação para continuar nos cargos.
BONS RESULTADOS
Com isso, cresce a possibilidade de permanência do atual presidente da Caixa, Nelson de Souza. Ele presidiu o Banco do Nordeste de 2014 a 2016. Foi vice-presidente de Habitação da Caixa até abril deste ano, quando passou a comandar o banco público. Na instituição, tem atuado em linha com Ana Paula, presidente do Conselho de Administração do banco, e colhido bons resultados, dispensando aportes da União na instituição.
O atual secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, também deve continuar no governo e fazer parte do ministério da Economia de Bolsonaro, que unirá as atuais estruturas de Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior. Ainda não há confirmação oficial, mas Guedes e equipe gostam do trabalho do economista e, por isso, devem mantê-lo no governo. O cargo que seria ocupado por ele também não foi informado.
Especialista em contas públicas, Mansueto é mestre em Economia e técnico de planejamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de onde saíram alguns dos integrantes da equipe de transição de Bolsonaro. Antes de ir para o comando do Tesouro, foi secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria (Sefel) da Fazenda quando Henrique Meirelles era ministro da pasta.

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