Parente pede que indústria de petróleo e fornecedores cheguem a acordo sobre conteúdo local

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22/03/2017
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Fonte: O Globo

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, conclamou nesta quarta-feira todos os segmentos da indústria de petróleo a buscarem um entendimento em relação à política de conteúdo local com os fornecedores de máquinas e equipamentos. O objetivo seria promover o desenvolvimento do setor o mais rápido possível.

— Muitas empresas internacionais estão interessadas em investir aqui. E só um marco regulatório do setor de óleo e gás adequado, viabilizará os investimentos. Se não houver atratividade no ambiente de negócios, a riqueza fica como riqueza potencial deitada em berço esplêndido. Aquela que poderia ser e jamais foi porque não se conseguiu estabelecer as regras adequadas para a transformação do ativo em valor verdadeiro para a sociedade. Devemos nos entender o mais rapidamente possível. Pior do que uma política de conteúdo local supostamente ruim, mas que gera contratos relevantes para o nosso país, é a situação de não haver contrato nenhum, que é a situação que vivemos até pouco tempo atrás — destacou Parente.

O presidente da Petrobras participou de evento no Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) para discutir a política de conteúdo local, e as mudanças que estão sendo apresentadas pelo governo federal.

O governo anunciou recentemente a ideia de reduzir os percentuais de conteúdo local para as atividades exploratórias de 37% para 18%, e de 50% para 25% na fase de desenvolvimento da produção. A medida tem gerado muitas críticas, principalmente pelas empresas fornecedoras de materiais e equipamentos. que defende a adoção de percentuais de conteúdo local por segmentos.

A Petrobras divulgou nesta terça-feira um prejuízo total de R$ 14 bilhões em 2016. Parente destacou as dificuldades que as empresas enfrentam para fazer negócios no Brasil.

— Investir, empreender, produzir, enfim, fazer negócios no Brasil é uma verdadeira corrida de obstáculos. Entraves de diversas natureza entre os quais tributários, ambientais e trabalhistas constituem obstáculos dessa corrida sem fim, e torna tão hostil fazer negócios em nosso país — disse Parente.

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