Petrobras eleva contraproposta a sindicatos

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Fonte: Valor Online

Desde setembro sem conseguir chegar a um acordo com os sindicatos sobre o reajuste salarial da categoria, a Petrobras elevou sua contraproposta. Ontem, a estatal propôs um reajuste de 8,57%, retroativo a setembro do ano passado, caso os petroleiros concordem com a implementação da redução facultativa da jornada de trabalho. A última oferta apresentada pela companhia, há dois meses, previa reajuste de 6%, retroativo a setembro, e mais 2,8% a partir de fevereiro – proposta classificada como “rebaixada” pelos petroleiros. A petroleira anunciou também que antecipará o pagamento da primeira parcela do 13º salário de 2017, de 20 de fevereiro para 27 de janeiro. Em um comunicado interno aos funcionários, o gerente executivo de Recursos Humanos da empresa, José Luiz Marcusso, informou que acreditava ter chegado a “um bom termo entre as necessidades dos trabalhadores e a situação financeira da empresa”. A Petrobras afirmou, ainda, que aguarda um posicionamento favorável dos empregados para tomar as providências para o pagamento do reajuste e conclusão do acordo coletivo de 2016. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) nega que a decisão da Petrobras de elevar a proposta salarial esteja condicionada à aceitação, pelos sindicatos, da redução da jornada. A estatal propõe a implementação da redução opcional da jornada de trabalho, de oito para seis horas diárias, mediante redução de 25% da remuneração para os empregados do regime administrativo com horário flexível. O coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, disse que a categoria está aberta à negociação, mas que a redução da jornada só será implementada se houver acordo com os trabalhadores. A Petrobras acatou o pleito dos sindicatos de debater as regras da redução da jornada numa comissão de regimes de trabalho e que foi definido um prazo até 31 de março para que as partes cheguem a um acordo sobre o assunto. A estatal informou que o ponto de partida das discussões, na comissão, será o regramento já apresentado pela própria empresa em dezembro. Caso não haja consenso até o prazo final, a redução opcional da jornada será implementada a partir de abril deste ano “com base na última versão [das regras] definida pela comissão, até que haja um acordo”. A proposta final para o acordo coletivo também mantém pagamento de 100% sobre as horas extras. O reajuste de 8,57% vale também para a tabela da remuneração mínima de nível e regime (RMNR) – valor mínimo pago pela empresa para empregados de um mesmo nível e região, para corrigir distorções salariais entre funcionários.

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