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Fonte: Valor Online

Embora mantenha a meta de venda de ativos de US$ 15,1 bilhões para o biênio 2015-2016, a Petrobras já admite que a entrada efetiva dos valores captados com esses negócios, no caixa da empresa, será menor que a esperada inicialmente. A companhia espera fechar 2016 com um reforço, nos seus cofres, de US$ 6,5 bilhões no acumulado do ano – menos da metade dos US$ 14,6 bilhões previstos anteriormente. No quarto trimestre, a expectativa é adicionar ao caixa algo em torno de US$ 5,7 bilhões. A conclusão das vendas de Carcará (BM-S-8) e da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) é essencial para que a empresa chegue aos valores esperados, já que, pelos contratos, o fechamento dessas duas operações garante a liberação de US$ 5,6 bilhões para os cofres da estatal. No caso da venda da fatia de 66% de Carcará, para a Statoil, a petroleira já obteve a aprovação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e está na reta final da conclusão do negócio, que deve render US$ 1,25 bilhão no momento do fechamento. Já o depósito da segunda parcela de US$ 1,25 bilhão ainda depende de condicionantes regulatórias. Já a alienação da NTS, para o consórcio liderado pela Brookfield, deve render US$ 4,34 bilhões no fechamento e outros US$ 850 milhões em cinco anos. A operação também já recebeu o aval do Cade e há expectativas de que seja concluído até o fim do ano. Depois do anúncio do prejuízo de R$ 16,32 bilhões, no terceiro trimestre, a entrada em caixa da venda de ativos é essencial para que a companhia recupere seus resultados no quatro trimestre, ainda que as chances em torno da declaração de dividendos pela Petrobras este ano sejam remotas. “O ‘impairment’ de R$ 15 bilhões reduziu dramaticamente as chances de a companhia declarar dividendos este ano. Mas dois eventos ainda podem mudar a situação: a aprovação, pelos reguladores, da venda de Carcará e da NTS”, avalia o Bradesco BBI, em relatório assinado pelo analista Filipe Gouveia. Além de concluir a tempo o fechamento das operações mais adiantadas, como NTS e Carcará, a Petrobras vai precisar acelerar outras negociações em curso, se quiser atingir a meta de US$ 15,1 bilhões entre 2015-2016. A cerca de um mês e meio do fim do ano, a petroleira cumpriu, até o momento, 65% da meta e precisa anunciar, ainda, mais US$ 5,3 bilhões em vendas de ativos. A Petrobras está, hoje, em fase final de negociações de pelo menos cinco ativos: a Liquigás para o grupo Ultrapar; a Petroquímica Suape e a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), para a Alpelk; e os campos de Baúna e Tartaruga Verde, ambos no pós-sal, para a Karoon. Além disso, a empresa já deu início ao processo de venda de ativos de termelétricas e terminais de gás natural liquefeito; do controle compartilhado da BR Distribuidora; e de campos terrestres e em águas rasas no Nordeste. Na semana passada, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Ivan Monteiro, disse que a ideia é destinar “100% das captações com venda de ativos para liquidação antecipada de compromissos” e, assim, reduzir a relação dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes dos juros impostos, depreciação e amortização) de 4,1 vezes para 2,5 vezes até 2018.

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