Petrobras reduz diesel em 10,1% na refinaria, após novo valor de programa de subsídio

Novos preços de referência para o diesel caem até 10,44, diz ANP
30/10/2018
Petrobras reduz em 6,2% preço médio da gasolina nas refinarias em 31/10, para R$ 1,8623
30/10/2018
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Fonte: Reuters

A Petrobras informou nesta segunda-feira que o preço médio do diesel praticado pela companhia em suas refinarias e terminais passará a ser de 2,1228 reais por litro, entre 30 de outubro e 28 de novembro, uma redução de 10,1 por cento na comparação com período anterior do programa de subvenção do combustível, que prevê ajustes mensais.
A mudança segue a definição do novo preço de comercialização para o programa pela reguladora ANP, nesta segunda. A queda ocorre em meio a uma redução nos preços do barril de petróleo no último mês e também a uma desvalorização do dólar frente o real, parâmetros usados no cálculo.
O valor da Petrobras reflete a média aritmética dos preços de diesel rodoviário, sem tributos, praticados pela empresa.
O novo período do programa continua a prever o ajuste nos preços médios regionais (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte sem Tocantins e Nordeste com Tocantins), disse a Petrobras.
“A companhia continuará a análise econômica do programa de subvenção para os períodos subsequentes”, adicionou a estatal.
A ANP aprovou cerca de 1,6 bilhão de reais em subvenções à Petrobras, até 20 de setembro.
Lançado em junho, o programa de subvenção foi uma resposta à paralisação dos caminhoneiros, que protestaram em maio contra os altos preços do combustível.
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Por meio dele, Petrobras, pequenas refinarias e algumas importadoras reduzem os preços com a promessa de serem ressarcidas pelo governo. Os participantes do programa podem receber até 30 centavos de real por litro, dependendo das condições do mercado.

PLANO CONGELADO
O governo federal planejava publicar ainda nesta semana um decreto que previa a retirada gradual das subvenções ao diesel de imediato, diante da queda do barril do petróleo e da desvalorização do dólar ante o real, mas decidiu colocar o plano em espera nesta segunda, disseram à Reuters fontes próximas às discussões.
Segundo uma das fontes, o texto da medida já estava pronto. Mas a Casa Civil desistiu de seguir em frente com a ideia.
Agora, a investida será reavaliada em 30 dias, mas sua implementação dependerá de acordo com a equipe de transição, após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial.
Com o decreto, o governo poderia gastar 4,75 bilhões de reais a menos do que o previsto neste ano com as subvenções, ou metade do montante inicialmente fixado para os subsídios, acrescentou a fonte, que falou em condição de anonimato.
O programa foi criado para terminar no fim de dezembro.

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