Petrobras trabalha para cortar ainda mais o custo de produção no pré-sal

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Fonte: DCI

São Paulo – A Petrobras está trabalhando para cortar ainda mais os custos de extração na camada pré-sal. No consórcio de Libra, a companhia espera reduzir o break even para US$ 35 o barril com medidas que incluem discussões com fornecedores para otimizar a produção.
O plano prevê redução de US$ 13 do custo de produção que torna a operação economicamente viável (break even). De acordo com a diretora executiva de exploração e produção da Petrobras, Solange Guedes, a execução do programa será feita em duas fases, com 35 medidas em cada uma das etapas.
“Já apuramos uma redução de US$ 10 por barril até o momento”, revelou a executiva durante reunião com investidores nesta segunda-feira (05), em São Paulo.
A estatal vinha trabalhando com um break even médio para todas as operações em cerca de US$ 45 por barril, entretanto, a expectativa para a camada pré-sal é animadora na medida em que a produtividade tem se revelado maior do que o esperado.
Segundo Solange, uma das medidas contempladas no plano é a discussão com fornecedores sobre a adoção de novos serviços e tecnologias para elevar a produtividade nos campos ultraprofundos. “O mercado de atuação dos fornecedores mudou muito no nosso setor e estamos buscando formas de melhorar os ganhos”, acrescentou ela.
O piloto 1 do projeto no consórcio de Libra – que ainda está em fase exploratória – já esta próximo de atingir o break even de US$ 35, conta Solange.
O plano da Petrobras está inserido na estratégia de reduzir a exposição da companhia à principal variável externa no negócio de petróleo: os preços do barril, que desde 2014 acumulam queda de aproximadamente 50%. No entanto, a Petrobras estima que a cotação da commodity deve se manter em US$ 53 neste ano.
Também é neste cenário que o presidente da estatal, Pedro Parente, reforça que a diretoria está trabalhando para aperfeiçoar a política de preços dos combustíveis. “Temos feito pelo menos um reajuste por mês, mas as oscilações deste mercado são praticamente diárias. Estamos ainda em uma curva de aprendizado”, destacou.
Desinvestimentos
Parente informou que até o final do ano a companhia deve abrir processos para aproximadamente 30 oportunidades de parcerias e desinvestimentos. “Metade desse total está prevista para sair nos próximos três meses”, ponderou.
A companhia espera também realizar desinvestimentos e parcerias na área de refino e transporte. “O downstream da Petrobras corresponde a quase 100% do refino no País, o que não é bom nem para a companhia nem para o Brasil”, avaliou o presidente da empresa.
O diretor-executivo de refino e gás natural, Jorge Celestino, afirmou que a companhia ainda está avaliando qual o melhor modelo para realizar esses desinvestimentos ou parcerias no downstream.
Parente acrescentou que em cerca de um mês e meio a Petrobras deve começar a divulgar a modelagem destes processos. “Estamos falando de uma estimativa e não uma promessa. Mas temos trabalhado para avançar nessa questão”, considerou.
Pela primeira vez nos últimos anos, a Petrobras se reuniu com investidores para o chamado Investor Day, em São Paulo, para apresentar os resultados e perspectivas da companhia. A petroleira informou ainda ter sido a primeira estatal brasileira a pedir adesão ao Programa Destaque em Governança em Estatais da B3 (ex-B&FBovespa), além de ter iniciado estudos para aderir ao segmento especial de listagem Nível 2 da Bolsa, em um esforço para melhorar a transparência da empresa.
“Os anos de 2014 e 2015 foram muito difíceis para nós. Enfrentamos a crise ética da Lava Jato e uma série de questões que nos levou a fazer essa mudança de governança”, justificou Parente.

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